Mundo Energia Brasil

Fontes

Energia solar

  • 77,4gigawatts de potência solarsomando usinas e telhados estavam registrados na ANEEL em outubro de 2026; um gigawatt é igual a mil megawatts.12
  • 4.665.874sistemas solaresde geração distribuída, a que fica junto do próprio consumidor, estavam no cadastro da ANEEL na mesma data.1
  • 24,0%da energiaque as usinas solares poderiam ter gerado em 2025 foi cortada por ordem do ONS.3

Para comparar esta fonte com as outras em segurança, emissões e terra ocupada, veja a página Comparativos.

Como funciona

Painéis solares sobre o telhado de uma estação de trem em São Paulo
Painéis solares no telhado da estação Vila Olímpia, em São Paulo. Foto: Geogast, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

Imagine que a luz do sol é uma chuva de pacotinhos de energia. Quando essa chuva cai sobre uma placa solar, acontece uma coisa que não dá para ver: a placa transforma a luz em eletricidade diretamente, sem queimar nada e sem peças girando.4

Veja passo a passo

Desenho de uma casa em corte, com placas solares no telhado, inversor, quadro de luz, medidor e a rede da rua, mostrando o caminho da energia de dia e à noite. transformador placas solares inversor quadro de luzmedidorfios da rua contínuacorrente alternada Uma célula, de perto silício (azul) e linhas finas de prata Por dentro da célula luzelétrons andando = corrente De uma célula a uma usina célula placa telhado usina numa usina, são milhares de placas O inversor traduz a corrente contínua(da placa) alternada(das tomadas) Sobrou? Vai para a rua rede o medidor conta o que sai da casa À noite, a rede ajuda rede o medidor conta o que entra na casa
1
Desenho do Mundo Energia Brasil, fora de escala. Os passos seguem o texto acima e as fontes das notas 4 a 10.

Passo a passo, em detalhe

Célula solar de perto: silício azul com linhas finas de prata

1. A luz chega. A placa solar é feita de pequenas peças chamadas células. Cada célula é feita de um material especial, o semicondutor. O mais usado é o silício, feito a partir do quartzo, uma pedra muito comum.56

Corte de uma célula: a luz entra, os elétrons andam pelo fio e acendem uma lâmpada

2. A luz empurra os elétrons. Dentro do silício existem partículas muito pequenas, os elétrons. A luz que bate na célula dá energia a eles e faz com que comecem a andar. Elétrons andando num fio são exatamente o que chamamos de corrente elétrica.5

Da célula à usina: célula, placa, telhado e usina

3. Muitas células, uma placa; muitas placas, uma usina. As células são ligadas umas às outras dentro de uma placa. As placas, por sua vez, são ligadas entre si: algumas no telhado de uma casa, ou milhares em fileiras numa usina.54

O inversor transforma a corrente contínua da placa na corrente alternada das tomadas

4. O inversor traduz a corrente. A placa faz corrente contínua, a mesma das pilhas. As tomadas de casa usam outro tipo, a corrente alternada. Quem faz essa tradução é um aparelho chamado inversor.57

O medidor mostra a energia saindo da casa para a rede

5. A energia chega à casa e o que sobra vai para a rua. Do inversor, a eletricidade vai para o quadro de luz e para os aparelhos ligados. Se a casa estiver usando menos do que a placa produz, a sobra sai pelo medidor e vai para os fios da rua. A distribuidora mede quanto entrou e quanto saiu da casa.89

O medidor mostra a energia entrando na casa vinda da rede

6. À noite, a rede ajuda. Sem sol, a placa não produz nada. Então a casa volta a usar a energia que vem pelos fios da rua, como qualquer outra casa.4 É por isso que a solar produz mais perto do meio-dia e para no fim da tarde.10

Existe ainda outro jeito de transformar sol em eletricidade, a usina heliotérmica, ou solar concentrada: espelhos juntam o calor do sol num ponto, esquentam água, e o vapor gira uma turbina.4 Quase toda a solar do Brasil, porém, é de placas fotovoltaicas, como as explicadas acima.

Como é feita uma placa solar

Uma placa solar parece uma peça só, mas é um sanduíche de várias camadas. Quase todo o peso dela é vidro: cerca de 76%. Depois vêm os plásticos que colam e protegem (cerca de 10%), o alumínio da moldura (cerca de 8%), o silício das células (cerca de 5%) e o cobre dos fios (cerca de 1%). A prata das linhas finas que recolhem a corrente pesa menos de 0,1%.11

Abra a placa

Placa solar desmontada em sete camadas: moldura, vidro, película de cola, células de silício, película de cola, fundo e caixa de junção. 7 6 5 4 3 2 1
  1. Moldura de alumínioO "quadro" que deixa a placa firme e serve para prendê-la no telhado ou no suporte. O alumínio é cerca de 8% do peso da placa.
  2. VidroA camada da frente. Deixa a luz passar e protege tudo o que está embaixo. É a parte mais pesada: cerca de 76% do peso.
  3. Película de plásticoUm plástico transparente que envolve as células, cola as camadas e não deixa entrar água.
  4. Células de silícioA parte que transforma luz em eletricidade (cerca de 5% do peso). Linhas finas de prata recolhem a corrente, e fitas de cobre ligam uma célula na outra.
  5. Película de plásticoA mesma película, agora por baixo das células, para elas ficarem seladas dos dois lados.
  6. FundoUma folha de plástico que fecha e protege a parte de trás. Os plásticos somam cerca de 10% do peso.
  7. Caixa de junçãoA caixinha atrás da placa, onde ficam as ligações elétricas e de onde saem os fios que vão até o inversor.
Desenho do Mundo Energia Brasil, fora de escala: as camadas de verdade são bem mais finas. Composição e pesos: IRENA e IEA PVPS, 2016 (fonte 114).
Saiba mais: da areia à placa

O caminho começa na mineração. Do quartzo se faz o silício metálico. Depois, uma parte desse silício é purificada até ficar quase pura: é o polissilício, usado nas células solares.6 O polissilício vira blocos, os blocos são fatiados em lâminas finas, as lâminas viram células, e as células são montadas nas placas.127 Quase toda a emissão de gases de efeito estufa da solar está nessa fabricação: no caso europeu estudado pela UNECE, cerca de 40% das emissões dos painéis de silício vêm da eletricidade usada para refinar o silício.7 Por isso, quanto mais sol e mais anos de uso, menor fica a emissão por quilowatt-hora.13 O IPCC considera 25 anos de vida para os painéis.14

Linha do tempo no Brasil

  1. 2011
    Começa a funcionar em Tauá, no Ceará, a primeira usina solar do país a produzir energia em escala comercial, com 1 megawatt.15
  2. 2012
    A ANEEL cria o sistema de compensação: a energia que o consumidor gera e manda para a rede é emprestada à distribuidora e depois descontada do que ele consome.16
  3. 2014
    A solar entra pela primeira vez nos leilões de energia: 31 usinas e 890 megawatts, num leilão de energia de reserva.17
  4. 2015
    Ano recorde da solar nos leilões, com 1.763 megawatts vendidos em dois leilões.17
  5. 2019
    O deputado Silas Câmara apresenta na Câmara o projeto que viraria a lei da geração distribuída.18
  6. 2022
    Em janeiro, a lei da geração distribuída é sancionada.18 Em outubro, acontece o último leilão de geração com solar registrado pela ANEEL até 2025.17
  7. 2023
    Começa a transição da lei: quem pediu ligação depois do prazo passa a pagar, aos poucos, parte do uso da rede. A CDE, o fundo pago pelas contas de luz, começa a cobrir a parte que eles deixam de pagar.1920
  8. 2024
    O governo aumenta de 9,6% para 25% o imposto de importação das placas solares.21
  9. 2025
    A solar é a fonte que mais cresce no país.22 Em novembro, uma nova lei cria regras para compensar parte dos cortes de geração das usinas.23
  10. 2026
    O governo marca para dezembro o primeiro leilão de baterias, para contratos que começam em 2028.24
  11. 2029previsto
    Termina a transição da lei da geração distribuída para quem não ficou protegido pelas regras antigas.19
  12. 2045previsto
    Termina a proteção das regras antigas para quem já tinha painel ou pediu ligação até janeiro de 2023.25

Os jeitos de usar a solar

Existem dois grandes jeitos de usar a energia do sol no Brasil. Um é a geração centralizada: usinas grandes, no chão, que vendem energia em leilões ou para empresas, como qualquer outra usina. O outro é a geração distribuída: a pessoa ou a empresa produz a própria energia, perto de onde consome, e desconta da conta de luz.48

A lei divide a geração distribuída pelo tamanho:8

  • Microgeração: até 75 quilowatts. É o caso das casas, das lojas e dos sítios.
  • Minigeração: acima de 75 quilowatts e até 3 megawatts para a solar sem bateria. É o caso de galpões, fazendas e pequenas usinas de bairro.

E pelo jeito de usar os créditos:8

ModalidadeComo funcionaExemplo
Na própria unidadeA placa fica onde a energia é usadaUma casa com painel no telhado
Autoconsumo remotoA placa fica num lugar e o desconto vai para outro imóvel do mesmo dono, na mesma distribuidoraPainéis na fazenda abatendo a conta da casa na cidade
Geração compartilhadaVárias pessoas ou empresas se juntam num consórcio ou cooperativa e dividem a energiaA "fazenda solar por assinatura"
CondomínioA energia é dividida entre as unidades de um mesmo prédio ou conjuntoUm condomínio que divide a energia entre os apartamentos

Em outubro de 2026, dois terços da potência da geração distribuída solar (66,6%) ficavam na própria unidade, quase sempre no telhado. O autoconsumo remoto tinha 26,8%, a geração compartilhada 6,3% e os condomínios 0,2%. A microgeração somava 81,1% da potência, e a minigeração, o resto.1

Saiba mais: o que é o "crédito" de energia

Quando a placa produz mais do que a casa usa no mês, a sobra vira crédito. Esse crédito é usado nos meses seguintes e vale por 60 meses, ou seja, cinco anos.26 Mesmo com crédito, a conta não zera: a energia do painel só abate a conta até um valor mínimo, que continua sendo cobrado.27

GERAÇÃO DISTRIBUÍDA · MODALIDADES 66,6% na própria casa ou empresa Dois terços da geração distribuída ficam onde a energia é usada Potência da geração distribuída solar por modalidade e por tamanho, em outubro de 2026 (megawatts). Microgeração até 75 kW Minigeração 75 kW a 3 MW Na própria casa ou empresa 35.844 MW Autoconsumo remoto 14.438 MW Geração compartilhada 3.386 MW Condomínio 105 MW Fonte: ANEEL, micro e minigeração distribuída (fonte 065), cálculo sobre o cadastro de outubro de 2026. mundoenergiabrasil.org

A lei da geração distribuída e quem a fez

Até 2022, as regras da geração distribuída eram resoluções da ANEEL. Em janeiro de 2022, elas viraram lei: a Lei nº 14.300, chamada de marco legal da microgeração e minigeração distribuída.18

Como a lei foi feita. O projeto (PL 5.829/2019) foi apresentado em novembro de 2019 pelo deputado Silas Câmara (Republicanos-AM). Na Câmara, o relator, que é o deputado encarregado de estudar o projeto e propor o texto final, foi primeiro Benes Leocádio (Republicanos-RN) e depois Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), escolhido em dezembro de 2020. O texto de Lafayette foi aprovado pela Câmara em agosto de 2021, por 476 votos a 3. No Senado, o relator foi o senador Marcos Rogério, e o texto foi aprovado com mudanças em dezembro de 2021. A lei foi sancionada em 6 de janeiro de 2022, com vetos em alguns trechos.18 Depois, Lafayette apresentou outro projeto para deixar mais claros alguns pontos da lei.28

O que a lei mudou, em palavras simples.

  • Quem já tinha painel (ou pediu a ligação até um ano depois da lei) continua com as regras antigas até o fim de 2045.25
  • Quem chegou depois paga, aos poucos, uma parte do uso dos fios da distribuidora sobre a energia compensada: 15% dessa parte em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028. Em 2029, passa a valer a regra definitiva.19
  • Enquanto isso, a CDE paga a parte do uso da rede que essas unidades deixam de pagar.2920

Quem representa o setor

Como em todo assunto que mexe com a conta de luz, a geração distribuída tem defensores e críticos organizados. Essas entidades mandam sugestões à ANEEL e ao Ministério de Minas e Energia nas consultas públicas, falam em audiências no Congresso e, às vezes, vão à Justiça. O que elas dizem sobre si mesmas, como o número de associados, é dado da própria entidade.

Empresas do setor

ABSOLARAssociação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica

Empresas de toda a cadeia solar.

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Quem faz parte. Fundada em 2013, diz reunir mais de 600 empresas de toda a cadeia: fabricantes de painéis e inversores, distribuidores, instaladores, donos de usinas, bancos e universidades.30

O que defende. A expansão da energia solar, nas usinas e nos telhados; isenção de ICMS para quem gera em casa, acesso mais fácil à rede e uma política industrial para o setor.30

Onde aparece. Acompanha as consultas da ANEEL e os projetos de lei e move ações judiciais coletivas.30 Com a associação eólica, pediu na Justiça o ressarcimento dos cortes de geração.31

Geração distribuída

ABGDAssociação Brasileira de Geração Distribuída

Empresas da geração distribuída.

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Quem faz parte. Criada em 201532, diz ter mais de 1.450 empresas associadas: investidores, instaladores, distribuidores e fabricantes.33

O que defende. As regras da geração distribuída32; baterias nas casas e nos comércios, com crédito maior para a energia mandada à rede no horário de pico, e os mesmos incentivos de imposto que a geração renovável tem.33

Onde aparece. Junto ao Congresso, à ANEEL e ao governo32; em 2025, falou em audiência da Comissão de Minas e Energia da Câmara sobre armazenamento.33

Geração distribuída

INELInstituto Nacional de Energia Limpa

Instituto que defende a geração distribuída.

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Quem faz parte. Instituto que defende a geração distribuída, presidido por Heber Galarce.34

O que defende. Diz que os cortes de geração não podem ser culpa só dos telhados e que faltam linhas de transmissão.35 Acusou a ANEEL de ir além da lei de 2022 ao regulamentá-la.34

Onde aparece. Em 2023, entregou ao líder do PT na Câmara um documento contra a resolução da ANEEL que regulamentou a lei.34

Distribuidoras

ABRADEEAssociação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica

As distribuidoras de energia elétrica.

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Quem faz parte. As distribuidoras de energia: diz reunir 42 empresas, públicas e privadas, que atendem cerca de 99,8% dos consumidores do país.36

O que defende. Diz que os descontos da geração distribuída encarecem a conta de quem não tem painel.37 Defendeu que os contratos das distribuidoras sejam renovados sem cobrança.38

Onde aparece. Apoia o Movimento Energia Justa37; em 2023, mandou contribuição à consulta pública do Ministério sobre a renovação das concessões.38

Consumidores

ABRACEAssociação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres

Grandes consumidores de energia da indústria.

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Quem faz parte. Diz reunir mais de 50 grupos empresariais, com quase 40% do consumo de eletricidade da indústria.39

O que defende. Também critica os descontos da geração distribuída37 e quer que os subsídios saiam da conta de luz e passem para o orçamento do governo.39

Onde aparece. Apoia o Movimento Energia Justa, com a ABRADEE e a Frente Nacional dos Consumidores de Energia.37

Segundo dados da ANEEL citados pelo Movimento Energia Justa, o custo dos descontos é dividido por cerca de 68 milhões de consumidores sem geração própria, em favor de 6,6 milhões de unidades com geração própria.37

Do lado do governo, quem faz as regras e acompanha o setor são o Ministério de Minas e Energia, a ANEEL, a EPE e o ONS. A página Quem opera explica o papel de cada um.

Quem são os donos

Somando usinas e geração distribuída, o Brasil tinha 77,4 gigawatts de potência solar em outubro de 2026. Quase metade (45,9%) estava em sistemas de pessoas físicas. As empresas e outras pessoas jurídicas tinham 23,5% em geração distribuída, e as usinas grandes, 30,5%.12

Nas usinas, o cadastro da ANEEL mostra 1.156 empresas donas. A maior é a Sabesp, a companhia de saneamento de São Paulo, com 2,0% da potência das usinas solares em operação; as dez maiores somam 8,2%.2 Mas esse retrato engana um pouco: um projeto grande costuma ser dividido em várias usinas, cada uma em nome de uma empresa criada só para ela. O conjunto Futura, em Juazeiro, na Bahia, aparece no cadastro como 22 usinas, com 692 megawatts no total; ele pertence à Eneva.240 O conjunto de Janaúba, em Minas Gerais, aparece como 20 usinas, com 1.000 megawatts, e pertence à Elera Renováveis.240

ENERGIA SOLAR · QUEM É DONO Quase metade da potência solar do Brasil é de pessoas físicas Toda a potência solar do país (usinas e geração distribuída), dividida por tipo de dono, em outubro de 2026. Total: 77,4 gigawatts. 45,9% Pessoas físicas, na geração distribuída 30,5% Usinas grandes 23,5% Empresas, na geração distribuída Fonte: ANEEL, micro e minigeração distribuída (fonte 065) e SIGA (fonte 008), cálculo sobre os cadastros de outubro de 2026. mundoenergiabrasil.org

Onde estão as placas

A melhor radiação solar do país está no Nordeste.4 Mesmo os lugares com menos sol no Brasil recebem mais sol do que o lugar mais ensolarado da Alemanha, um dos países com mais energia solar instalada, segundo o pesquisador do INPE que coordenou o Atlas Brasileiro de Energia Solar.4142

As usinas grandes ficam onde há mais sol e terra disponível: Minas Gerais (8.767 megawatts), Bahia (3.057) e Piauí (2.404) lideram.2 Os telhados ficam onde há mais gente e mais consumo: São Paulo (7.569 megawatts), Paraná (6.863) e Minas Gerais (6.398) lideram na geração distribuída.1

A animação abaixo mostra, no mapa, onde a potência solar foi aparecendo de 2012 a 2026. Ela começa sozinha quando aparece na tela; depois, é só apertar o botão ou arrastar a barra até o ano que quiser. As usinas contam a partir do ano em que começaram a operar.2 A geração distribuída conta pelo ano registrado no cadastro da ANEEL, que é aproximado.1 Logo depois da animação, o gráfico mostra quanto as usinas somavam em cada ano.

O Brasil se enchendo de placas

Mapa animado do Brasil: a potência solar aparecendo e crescendo em cada região, de 2012 a 2026. Círculos amarelos: geração distribuída; azuis: usinas.
geração distribuídausinas solarescírculo maior = mais potência
2026
–geração distribuída
–usinas solares
–total

Potência solar acumulada até cada ano. Pontos: municípios agrupados em áreas de cerca de 75 km. Geração distribuída: ANEEL (fonte 065), pelo ano registrado no cadastro, que é aproximado (veja Fontes e método). Usinas: ANEEL, SIGA (fonte 008), pelo ano em que começaram a operar. Contorno dos estados: IBGE (fonte 134). 2026: até outubro.
ENERGIA SOLAR · USINAS 20,1 GW em usinas no fim de 2025 As usinas solares saíram de quase nada para 20 gigawatts em dez anos Potência das usinas solares hoje em operação, somada pelo ano em que começaram a operar (gigawatts). 0,0 2015 0,1 2016 1,0 2017 1,9 2018 2,5 2019 3,3 2020 4,7 2021 7,5 2022 11,6 2023 17,2 2024 20,1 2025 gigawatts Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008), cadastro de outubro de 2026. Não inclui a geração distribuída. mundoenergiabrasil.org

O mapa mostra onde estão as placas em outubro de 2026. Cada ponto azul é uma usina, no lugar informado pelo cadastro da ANEEL.2 Cada círculo amarelo soma a geração distribuída de um município e é maior onde há mais potência.1 Clique num ponto para ver os detalhes.

O mapa de hoje

Mapa interativo, outubro de 2026. Círculos amarelos: geração distribuída somada por município; pontos azuis: usinas solares. Clique num ponto para ver os detalhes. Fontes: ANEEL (065 e 008) e coordenadas dos municípios (109).
USINAS SOLARES · ESTADOS As usinas grandes ficam onde sobra sol e terra Potência das usinas solares em operação por estado, em outubro de 2026 (megawatts). MG 8.767 MW BA 3.057 MW PI 2.404 MW CE 2.298 MW RN 2.113 MW PE 1.505 MW SP 1.223 MW MS 905 MW Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008), outubro de 2026. mundoenergiabrasil.org
GERAÇÃO DISTRIBUÍDA · ESTADOS Os telhados se concentram onde há mais gente e mais consumo Potência da geração distribuída solar por estado, em outubro de 2026 (megawatts). SP 7.569 MW PR 6.863 MW MG 6.398 MW RS 3.939 MW MT 3.192 MW BA 2.963 MW GO 2.415 MW SC 2.308 MW Fonte: ANEEL, micro e minigeração distribuída (fonte 065), outubro de 2026. mundoenergiabrasil.org

O Brasil e o mundo

O mundo instalou cerca de 698 gigawatts de energia solar só em 2025 e chegou perto de 3 mil gigawatts no fim do ano, segundo a IEA PVPS, um programa internacional de pesquisa em energia solar ligado à Agência Internacional de Energia.42

O Brasil foi o 7º país que mais instalou energia solar em 2025, com 13,8 gigawatts, e é o 6º com mais energia solar instalada no total, com 66 gigawatts. A China está muito à frente de todos: instalou 415 gigawatts só em 2025.42

A solar também dá emprego. A IRENA, a agência internacional de energia renovável, estimou cerca de 323.800 empregos ligados à energia solar no Brasil em 2024, contando os diretos e os indiretos.43

BRASIL E MUNDO · FIM DE 2025 6º lugar no mundo O Brasil é o 6º país com mais energia solar instalada Potência solar acumulada no fim de 2025 (gigawatts). A barra da China foi cortada para caber no desenho. China 1.463,5 GW Estados Unidos 268,2 GW Índia 180,5 GW Alemanha 117,3 GW Japão 102,7 GW Brasil 66,0 GW Espanha 59,0 GW Paquistão 52,2 GW Austrália 44,3 GW Itália 43,5 GW Fonte: IEA PVPS, Snapshot of Global PV Markets 2026 (fonte 128). Os números da China e do Paquistão são estimativas da IEA PVPS, maiores que os oficiais. mundoenergiabrasil.org

O que é feito aqui e o que vem de fora

Quase todas as placas solares instaladas no Brasil vêm de fora. Em 2025, o país importou cerca de US$ 1,5 bilhão em placas, 98,3% delas da China, segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China.44 Segundo a associação do setor solar, os dois fabricantes nacionais atendem menos de 2% a 3% da demanda.45 No primeiro semestre de 2026, 92% das placas importadas foram para a geração distribuída, segundo a consultoria Greener.46

A maior parte das estruturas de suporte e do material elétrico é feita no Brasil.45 Em novembro de 2024, o governo subiu de 9,6% para 25% o imposto de importação das placas solares, atendendo a pedidos de fabricantes nacionais.21

O Brasil poderia fabricar suas próprias placas?

O que o Brasil tem. O Brasil é o 2º maior produtor de silício metálico do mundo, atrás só da China: cerca de 180 mil toneladas em 2025, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.6 É desse silício que, depois de muito purificado, se fazem as células solares.6

O que falta. As etapas do meio, que transformam o silício em polissilício, lâminas e células, quase não existem fora da China. Em 2022, a Agência Internacional de Energia calculou que a China tinha mais de 80% de todas as etapas de fabricação das placas, e que no polissilício e nas lâminas essa parte passaria de 95%.12 O Brasil vende silício metálico para fora (os Estados Unidos, por exemplo, compram dele boa parte do silício metálico que importam), mas compra as placas prontas.644

O que se discute. De um lado, o imposto maior sobre as placas importadas foi pedido pelos fabricantes nacionais.21 De outro, a maior parte das placas compradas vai para telhados de casas e empresas, que pagariam mais caro por elas.46 O primeiro leilão de baterias do governo também separou um produto com exigência de conteúdo nacional.24

Cortes de geração

Usina solar flutuante sobre a água de um reservatório
Usina solar flutuante Araucária, em São Paulo. Foto: Governo do Estado de São Paulo, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Pense numa estrada que fica cheia ao meio-dia. Em certas horas, principalmente nas de muito sol, há mais energia disponível do que o país consegue usar.4710 Quando sobra, alguém precisa produzir menos. Quem decide é o ONS, que manda usinas solares e eólicas reduzirem a produção. Isso se chama corte de geração, ou curtailment.47

A geração distribuída dos telhados não pode ser cortada pelo ONS, porque fica fora do controle dele; por isso, os cortes recaem sobre as usinas.48 Em 2025, a energia das usinas solares que deixou de ser gerada por cortes foi de cerca de 10 terawatts-hora, ou 24,0% de tudo o que as usinas acompanhadas pelo ONS poderiam ter gerado no ano. A maior parte (60,2%) foi por sobra de energia; 25,4% foi por segurança da rede e 14,4% por limites externos às usinas, como falta de linhas de transmissão.3

Quem perde. Energia cortada é energia que a usina não vende. Em novembro de 2025, a Lei nº 15.269 criou regras para compensar os donos das usinas por parte dos cortes, como os causados por limites fora da usina.23 Em janeiro de 2026, a ANEEL suspendeu por 90 dias os ressarcimentos ligados a cortes, até regulamentar a nova lei.49

O desenho abaixo usa a média de todos os dias de 2025. Arraste a barra para ver o que acontece com o sistema elétrico a cada hora: de manhã a solar cresce, perto do meio-dia ela chega ao máximo e, no fim da tarde, ela some bem quando o consumo do país é maior.5010

Um dia de sol

Gráfico de um dia médio de 2025, hora a hora: consumo do país, energia solar e o que as outras usinas precisam produzir.
–consumo (mil MW)
–energia solar (mil MW)
–outras usinas (mil MW)
12h

Média de todos os dias de 2025, hora a hora. Fonte: ONS, balanço de energia nos subsistemas (fonte 009), cálculo do Mundo Energia Brasil. "Outras usinas" é o consumo menos a energia solar.

Na média de 2025, o consumo que as outras usinas precisavam atender caía para cerca de 49 mil megawatts ao meio-dia e subia para cerca de 90 mil megawatts às 19h. Só entre 15h e 18h, essa diferença crescia cerca de 26 mil megawatts: é quase quatro vezes a potência da parte brasileira da usina de Itaipu, de 7.000 megawatts.502

CORTES DE GERAÇÃO · 2025 24,0% cortada no ano todo Em agosto, mais de um terço da energia das usinas solares foi cortada Energia que as usinas solares deixaram de gerar por ordem do ONS, em porcentagem do que poderiam ter gerado em cada mês de 2025. 11,5 jan 24,8 fev 18,9 mar 15,0 abr 25,3 mai 26,9 jun 28,9 jul 35,0 ago 32,7 set 30,0 out 21,6 nov 14,0 dez % cortada Fonte: ONS, dados abertos, constrained-off de usinas fotovoltaicas (fonte 063). mundoenergiabrasil.org

Baterias

Uma bateria guarda a energia do meio-dia para usar à noite. Assim, ela pode suavizar a sobra perto do meio-dia e a falta de sol no começo da noite.51

Baterias grandes, na rede. O governo marcou para dezembro de 2026 o primeiro leilão de baterias. As baterias contratadas precisam ser novas, ter pelo menos 30 megawatts, entregar energia por quatro horas seguidas e começar a funcionar em agosto de 2028, com contratos de 15 anos.24

Quanto vai ter. O plano da EPE prevê 6,6 gigawatts de armazenamento em 2035.51 No mundo, o custo de instalar grandes baterias de quatro horas caiu cerca de 95% desde 2010, segundo a IRENA.52

Baterias junto da geração distribuída. A lei permite que uma minigeração solar de até 5 megawatts, em vez de 3, seja considerada "despachável" se tiver baterias capazes de guardar pelo menos 20% da energia que gera no mês.8

Quem paga a conta

Imagine dois vizinhos. Um tem painel no telhado, o outro não. Os dois usam os mesmos fios da distribuidora para receber energia à noite. Mas o vizinho com painel paga menos pelo uso desses fios, porque desconta da conta a energia que mandou para a rede.819 Os fios continuam custando o mesmo, e alguém paga a diferença.

A parte que passa pela CDE. Durante a transição da lei, a CDE paga a parte do uso da rede que a geração distribuída deixa de pagar.29 Essa despesa foi de R$ 0,7 bilhão em 2023, R$ 1,7 bilhão em 2024, R$ 3,7 bilhões em 2025 e R$ 6,9 bilhões em 2026, ano que ainda não terminou (valores de cada ano).20 O dinheiro da CDE vem quase todo das contas de luz; a página Tarifa explica esse fundo.

A conta toda. A ANEEL tem um painel, o Subsidiômetro, que soma todos os descontos pagos pelas contas de luz. Em 2025, eles chegaram a R$ 41,1 bilhões, 17,58% da conta, e a geração distribuída ficou com 31,96% desse total, segundo reportagem sobre o painel.53 Os dois números medem coisas diferentes: o da CDE é só a parte que passa por esse fundo.

Os dois lados. As distribuidoras e os grandes consumidores dizem que os descontos encarecem a conta de quem não tem painel.37 As entidades da geração distribuída dizem que ela foi estimulada pela lei para baratear a conta de luz e democratizar a energia limpa.35

CONTA DE LUZ · CDE R$ 6,9 bi em 2026 A parte da geração distribuída paga pela CDE quase dobra a cada ano Despesa da CDE com a geração distribuída (item "Subsídio GD - Lei 14.300"), em bilhões de reais de cada ano. O ano de 2026 ainda não terminou. 0,7 2023 1,7 2024 3,7 2025 6,9 2026 R$ bilhões 2026: ano ainda não terminou Fonte: ANEEL, dados abertos, CDE: custeio dos benefícios tarifários (fonte 046). mundoenergiabrasil.org

Mitos e dúvidas comuns

"Com painel no telhado, a conta de luz zera?" Não. A energia do painel só abate a conta até um valor mínimo, que continua sendo cobrado.27 E quem não ficou protegido pelas regras antigas paga, aos poucos, uma parte do uso da rede.19

"Energia solar é cara?" No mundo, o custo da energia das grandes usinas solares caiu 89% desde 2010, segundo a IRENA.52 Nos leilões brasileiros, o preço médio da solar caiu de R$ 215 por megawatt-hora em 2014 para R$ 66,70 num leilão de 2019, e depois voltou a subir, para R$ 167 a 178 em 2021 e 2022, em valores de cada ano.17

"Os painéis são feitos no Brasil?" Quase todos vêm de fora, sobretudo da China.44 Veja a seção O que é feito aqui e o que vem de fora.

O futuro em números

No cenário de referência, o plano da EPE projeta cerca de 78 gigawatts de micro e minigeração distribuída em 2035, quase toda solar, e 107 gigawatts de solar no total. Para as usinas, a expansão indicativa é de 5,6 gigawatts; o plano diz que, com a sobra de energia nas horas de sol, novas usinas solares sem armazenamento ficam pouco vantajosas para o sistema.5154 Por isso, o futuro da solar no Brasil está cada vez mais ligado às baterias.5424

Outros impactos

Fileiras de painéis solares de uma usina no sertão, com morros ao fundo
Usina fotovoltaica em Malta, na Paraíba. Foto: Kleber Reudo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
  • Materiais. Entre as tecnologias comparadas pela UNECE, a fotovoltaica é a que usa mais cobre por energia produzida, principalmente na instalação elétrica e no inversor; a parte eletrônica também tem pequenas quantidades de prata e ouro.55 Os painéis de filme fino usam materiais especiais, como índio, telúrio e cádmio.56
  • Fim de vida. Mais de 90% do peso de uma placa é vidro, plástico e alumínio. Vidro, alumínio e cobre podem ser recuperados em mais de 85% do peso da placa; o silício, a prata, o estanho e o chumbo são mais difíceis de reciclar.11 Em regiões com estrutura de reciclagem, o vidro e as partes metálicas podem ser reciclados depois da desmontagem.57
  • Água. O uso de água dos painéis vem sobretudo da fabricação das células de silício e é moderado.55
  • Terra. As usinas no chão precisam de áreas sem vegetação; por isso, áreas já desmatadas podem ser escolhidas, diminuindo a degradação.4 Nos telhados, o painel não ocupa terra nova.7

Fontes e método

Ver como os números foram calculados

As informações desta página vêm de dados abertos da ANEEL e do ONS, de relatório do ONS sobre cortes de geração, da Lei nº 14.300/2022 (com as mudanças de 2025), da resolução da ANEEL de 2012, da tramitação do projeto de lei no Congresso, do Balanço Energético Nacional, do Anuário e do Plano Decenal da EPE, da página da EPE sobre fontes de energia, de um tutorial do CRESESB (Cepel), do IPCC, da UNECE, da IRENA, da IEA, da IEA PVPS, do Serviço Geológico dos Estados Unidos, e de reportagens identificadas nas notas.

  • Como os números foram calculados. Geração distribuída: soma dos sistemas solares no cadastro da ANEEL de outubro de 2026, por modalidade, porte, tipo de pessoa, classe, estado e município (só essas colunas foram lidas; o cadastro tem dados pessoais, que não foram usados). Donos: a potência da geração distribuída de pessoas físicas e de pessoas jurídicas foi somada à das usinas do SIGA. Conjuntos de usinas: usinas com o mesmo nome no SIGA, sem o número final. Um dia de sol: média, hora a hora, de todos os dias de 2025 do balanço de energia do ONS, somando os subsistemas; "consumo que as outras usinas precisam atender" é a carga menos a geração solar. Cortes: dados do ONS de 2025, como na página Eólica. CDE: item de despesa "Subsídio GD - Lei 14.300"; 2026 ainda não terminou. Leilões: soma da potência das solares vendidas em cada leilão de geração, de 2005 a 2025; o preço médio de cada leilão é ponderado pela garantia física.
  • O mapa e a animação do crescimento. As usinas estão no ponto informado pelo SIGA. A geração distribuída está na sede de cada município (coordenadas do IBGE, em cópia pública), e não no endereço de cada sistema. O ano da geração distribuída é o da data de atualização cadastral do cadastro da ANEEL; o dicionário da ANEEL diz que esse campo é a última atualização do cadastro, e não a data de ligação, então o crescimento ano a ano da animação é aproximado. Sistemas com data anterior a 2012 aparecem em 2012. Cerca de 16 mil usinas com menos de 0,1 megawatt, quase todas no Pará e em Corumbá (MS), ficam numa camada à parte, desligada no início, e cerca de 350 usinas sem coordenadas no SIGA ficam fora do mapa.
  • Onde os números diferem. O BEN (fim de 2025) traz 44.742 megawatts de geração distribuída solar; o cadastro da ANEEL (outubro de 2026), 53.790. A diferença é de data. A IEA PVPS conta 66 gigawatts no Brasil no fim de 2025, numa medida de placas (corrente contínua) diferente da usada pela ANEEL. A geração solar do balanço do ONS passa da potência das usinas, o que indica que inclui uma estimativa da geração distribuída; o dicionário do ONS não diz isso. A comparação com Itaipu usa a metade brasileira da usina, 7.000 megawatts, como aparece no SIGA.
  • O que ainda falta. Quanto tempo um sistema leva para se pagar, quantas usinas solares são flutuantes ou juntam a solar com outra fonte, e o grupo dono de cada usina no cadastro (só os conjuntos citados foram identificados, por reportagem). Os números de importação são de levantamento privado; o Comex Stat, do governo, não foi consultado diretamente.

Notas

Ver as 57 notas, com a fonte de cada número
  1. ANEEL, micro e minigeração distribuída, dados abertos, cálculo sobre os dados de outubro de 2026 (fonte 065). ↩
  2. ANEEL, SIGA, dados abertos, cálculo sobre os dados de outubro de 2026 (fonte 008). ↩
  3. ONS, dados abertos, constrained-off de usinas fotovoltaicas, 2025, cálculo sobre os dados (fonte 063). ↩
  4. EPE, página Fontes de energia, seção Energia solar (fonte 057). ↩
  5. CRESESB/Cepel, Tutorial de energia solar fotovoltaica, 2006, p. 12 a 14, 17, 21 e 23 (fonte 110). ↩
  6. USGS, Mineral Commodity Summaries 2026, seção Silicon, fevereiro de 2026 (fonte 118). ↩
  7. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 44 (fonte 059). ↩
  8. Lei nº 14.300/2022, art. 1º, I a XIV, com a redação dada pela Lei nº 15.269/2025 (fonte 027). ↩
  9. Lei nº 14.300/2022, art. 8º, § 4º (fonte 027). ↩
  10. ONS, RT DGL 0189/2025, p. 33 (fonte 010). ↩
  11. IRENA e IEA PVPS, End-of-Life Management: Solar Photovoltaic Panels, 2016, p. 14, 41 e 43 (fonte 114). ↩
  12. IEA, comunicado sobre o relatório Special Report on Solar PV Global Supply Chains, 7 de julho de 2022 (fonte 117). ↩
  13. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 17 (fonte 059). ↩
  14. IPCC, AR5, Grupo III, Anexo III, Table A.III.1, p. 5 (fonte 058). ↩
  15. Baguete, "Eike inaugura 1ª usina solar comercial do BR", 5 de agosto de 2011 (fonte 112). ↩
  16. ANEEL, Resolução Normativa nº 482, de 17 de abril de 2012, art. 1º e 2º (fonte 091). ↩
  17. ANEEL, dados abertos, resultado de leilões de geração, 2005 a 2025, cálculo sobre os dados (fonte 040). ↩
  18. Congresso Nacional, ficha de tramitação do PL 5.829/2019 (fonte 111). ↩
  19. Lei nº 14.300/2022, art. 27 (fonte 027). ↩
  20. ANEEL, dados abertos, CDE: custeio dos benefícios tarifários, item "Subsídio GD - Lei 14.300", cálculo sobre os dados (fonte 046). ↩
  21. Canal Solar, matéria sobre a Resolução Gecex nº 666/2024, de 13 de novembro de 2024, atualizada em 22 de agosto de 2025 (fonte 113). ↩
  22. EPE, Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2026, sumário executivo, p. 1 (fonte 014). ↩
  23. eixos, "Compensação por curtailment na Lei 15.269/2025: desafios para a regulamentação", 3 de dezembro de 2025 (fonte 119). ↩
  24. Canal Solar, matéria sobre as diretrizes do primeiro leilão de baterias (Portaria Normativa MME nº 136/2026), 3 de junho de 2026 (fonte 120). ↩
  25. Lei nº 14.300/2022, art. 26 (fonte 027). ↩
  26. Lei nº 14.300/2022, art. 13 (fonte 027). ↩
  27. Lei nº 14.300/2022, art. 16 (fonte 027). ↩
  28. Canal Solar, matéria sobre o PL 1.709/2022, do deputado Lafayette de Andrada (fonte 121). ↩
  29. Lei nº 14.300/2022, art. 25 (fonte 027). ↩
  30. ABSOLAR, apresentação institucional, 2025 (fonte 122). ↩
  31. Movimento Econômico, "Justiça nega ressarcimento por cortes que tiraram R$ 6 bi de eólicas e solares", 14 de setembro de 2026 (fonte 180). ↩
  32. Cenário Energia, "Carlos Evangelista deixa presidência da ABGD após uma década à frente da consolidação da geração distribuída no Brasil", 22 de janeiro de 2026 (fonte 123). ↩
  33. ABGD, apresentação na audiência da Comissão de Minas e Energia da Câmara sobre a inserção de sistemas de armazenamento de energia, 2025 (dado de associação) (fonte 1317). ↩
  34. Canal Solar, "INEL entrega documento sobre irregularidades da ANEEL na regulamentação da 14.300", março de 2023 (fonte 1318). ↩
  35. eixos, "Inel rebate Abeeólica e diz que curtailment não pode ser atribuído somente à GD", 2 de dezembro de 2025 (fonte 124). ↩
  36. Cenário Energia, "Abradee celebra 50 anos e reforça protagonismo das distribuidoras na modernização e na transição energética", 28 de novembro de 2025 (dado de associação) (fonte 1319). ↩
  37. Agência Infra, "Movimento Energia Justa alerta para custos da geração distribuída na conta de luz", 27 de agosto de 2025 (fonte 125). ↩
  38. ABRADEE, contribuição à Consulta Pública nº 152/2023 do Ministério de Minas e Energia, julho de 2023, p. 2 e 21 a 25 (fonte 1320). ↩
  39. Brasil Energia, "Abrace quer colocar o consumo no centro da política energética", 18 de junho de 2026 (dado de associação) (fonte 1321). ↩
  40. eixos, "As 10 maiores usinas solares do Brasil", atualizada em 27 de setembro de 2024 (fonte 126). ↩
  41. Revista Pesquisa FAPESP, "Para aproveitar o sol", nº 258, agosto de 2017, sobre o Atlas Brasileiro de Energia Solar, 2ª edição, do INPE (fonte 127). ↩
  42. IEA PVPS, Snapshot of Global PV Markets 2026, folha-resumo, p. 3 (fonte 128). ↩
  43. IRENA e OIT, Renewable Energy and Jobs: Annual Review 2025, janeiro de 2026, p. 21 e 37 (fonte 129). ↩
  44. Canal Solar, matéria sobre a importação de módulos fotovoltaicos da China em 2025, 14 de janeiro de 2026, com dados do Conselho Empresarial Brasil-China (fonte 130). ↩
  45. Poder360, "99% dos painéis solares importados pelo Brasil vêm da China", 30 de agosto de 2026 (fonte 093). ↩
  46. Canal Solar, matéria sobre a parte da geração distribuída nos módulos importados, 16 de setembro de 2026, com dados da Greener (fonte 131). ↩
  47. ONS, RT DGL 0189/2025, p. 12 (fonte 010). ↩
  48. ONS, RT DGL 0189/2025, p. 5 e 45 (fonte 010). ↩
  49. Cenário Energia, "ANEEL suspende ressarcimento de curtailment por 90 dias e aguarda nova regulamentação", 20 de janeiro de 2026 (fonte 132). ↩
  50. ONS, dados abertos, balanço de energia nos subsistemas, 2025, base horária, cálculo sobre os dados (fonte 009). ↩
  51. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 63, 93 e 94, e Tabela 9-3, p. 361 (fonte 002). ↩
  52. IRENA, Renewable Power Generation Costs in 2025, sumário executivo, julho de 2026, p. 4, 6, 8 e 9 (fonte 092). ↩
  53. Itatiaia, "Subsídios representam 17% da conta de energia elétrica", 18 de novembro de 2025, com dados do Subsidiômetro da ANEEL (fonte 133). ↩
  54. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 94 (fonte 002). ↩
  55. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 65 (fonte 059). ↩
  56. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 41 (fonte 059). ↩
  57. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 42 (fonte 059). ↩