Mundo Energia Brasil

Fontes

Gás natural

  • 77%do gásproduzido no Brasil vem do pré-sal, no fundo do mar.1
  • Mais da metade do gásque sai dos poços volta para dentro deles: de janeiro a agosto de 2025, foram 94 de cada 173 milhões de metros cúbicos por dia.2
  • 15,2gigawatts de usinas a gásforam contratados no leilão de reserva de capacidade de março de 2026, cerca de 78% do total do leilão.3

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Como funciona

Usina a gás de ciclo combinado, com a caldeira de recuperação de calor e a chaminé
Usina a gás de ciclo combinado Otahuhu B, na Nova Zelândia. Foto: Stug.stug, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Pense numa panela com água no fogão. O fogo esquenta a água, a água vira vapor, e o vapor empurra a tampa. Uma usina a gás faz algo parecido, só que muito maior: ela queima gás, e o calor vira movimento, que vira eletricidade.45 Mas, antes de chegar à usina, o gás faz uma longa viagem.

Veja passo a passo

Desenho em corte do caminho do gás natural: a rocha no fundo do mar, a plataforma, o gasoduto, a unidade que limpa o gás, um navio de gás liquefeito, a usina a gás de ciclo combinado e a linha de transmissão. camada de sal rocha-reservatório do pré-sal plataforma navio de GNL UPGN turbina a gás caldeira parte voltaao poço gerador vapor A rocha de perto o gás fica nos espaços entre os grãos,como água numa esponja A plataforma separa misturado poço gás petróleo água parte do gás volta para o poço o resto segue por um gasoduto no fundo do mar Limpar o gás, ou trazê-lo gelado UPGN gás natural, para os canos GLP, o gás do botijão parte pesada, para a indústria gás líquido a 162 grausabaixo de zeroocupa 600 vezesmenos espaço Dentro da turbina a gás gerador ar entragás queimapás giram o ar quente empurra as pás, e o eixogira o gerador, que faz a eletricidade O calor que sobra faz vapor ar quente da turbina vapor 2º gerador até 50% maiseletricidade como mesmo gás é a usina de "ciclo combinado" Quando o ONS chama geração a gásem 2025 2.2605.310 jannov gigawatts-hora água das hidrelétricas térmica água baixa nos reservatórios, térmicas ligadas
1
Desenho do Mundo Energia Brasil, fora de escala. Os passos seguem o texto acima e as fontes das notas da seção.

Passo a passo, em detalhe

Rocha do pré-sal de perto: grãos de areia com bolhas de gás presas nos poros, embaixo de uma camada de sal

1. O gás nasce nas rochas. Há milhões de anos, restos de seres vivos ficaram enterrados e, aos poucos, viraram petróleo e gás natural. Eles ficam presos nos poros de rochas, como água numa esponja.4 No Brasil, a maior parte vem do pré-sal: rochas muito fundas, abaixo de camadas de sal no fundo do mar.41

Plataforma no mar separando a mistura que sobe do poço em petróleo, gás e água

2. A plataforma tira o gás do fundo do mar. Um poço liga a rocha a uma plataforma. O que sobe é uma mistura de petróleo, gás e água, que a plataforma separa.6 Uma parte do gás volta para dentro do poço; o resto segue por gasodutos, canos no fundo do mar, até a costa. O Rota 3, o gasoduto mais novo do pré-sal, tem 355 quilômetros.78

Unidade de processamento separando o gás rico em gás natural, gás de cozinha e outros líquidos; ao lado, o gás natural liquefeito a 162 graus negativos, 600 vezes menor

3. Uma fábrica limpa o gás. Na costa, uma unidade de processamento, a UPGN, separa o gás "rico" do pré-sal em partes: o gás natural que vai para os canos, o GLP, que é o gás de cozinha do botijão, e uma parte mais pesada, usada pela indústria.9 O gás que vem de longe pode chegar de navio: gelado a 162 graus abaixo de zero, ele vira líquido e ocupa 600 vezes menos espaço. É o gás natural liquefeito, ou GNL. No porto, um terminal esquenta o líquido, e ele volta a ser gás.101

Turbina a gás aberta: o ar entra, o gás queima e as pás giram o gerador

4. A turbina a gás gira o gerador. Na usina, a turbina puxa ar, mistura com o gás e queima. O ar muito quente empurra as pás da turbina, que giram depressa. O eixo da turbina gira um gerador, a máquina que transforma o giro em eletricidade.115

Caldeira de recuperação: o calor que sai da turbina ferve água, e o vapor gira um segundo gerador

5. O calor que sobra faz vapor. O ar que sai da turbina ainda está muito quente. Nas usinas de ciclo combinado, ele ferve água numa caldeira, e o vapor gira uma segunda turbina e um segundo gerador. Assim, sai até 50% mais eletricidade do mesmo gás.115 Uma usina dessas pode transformar em eletricidade até cerca de 55% da energia do gás; o resto vira calor.12

O ONS chama as usinas a gás: geração baixa em janeiro e alta em novembro de 2025, com os reservatórios das hidrelétricas mais vazios

6. A energia vai para a rede quando o ONS chama. A eletricidade sobe para as linhas de transmissão. Quem decide quando cada usina liga é o ONS, que usa as térmicas para poupar a água dos reservatórios das hidrelétricas.13 Por isso, em 2025, as usinas a gás geraram 2.260 gigawatts-hora em janeiro, na época das chuvas, e 5.310 em novembro, depois da seca.14

Saiba mais: ciclo simples e ciclo combinado

Há usinas só com a turbina a gás, chamadas de ciclo simples. Elas aproveitam menos o combustível, mas ligam rápido, e por isso são usadas nos momentos de pico.5 As de ciclo combinado, com a caldeira e a turbina a vapor, aproveitam melhor o gás e são a principal tecnologia, segundo a UNECE.5

Do poço à usina

O gás que chega a uma usina brasileira pode fazer três caminhos diferentes.

Pelo fundo do mar. A maior parte vem do pré-sal, no litoral do Sudeste, por gasodutos que chegam a unidades de processamento em Caraguatatuba (SP), Cabiúnas (RJ) e Itaboraí (RJ).81 A de Itaboraí, ligada ao Rota 3, chegou em 2025 à capacidade de 21 milhões de metros cúbicos por dia.9

Por navio. O Brasil tem 8 terminais de gás liquefeito, que recebem o GNL de navios e o devolvem ao estado gasoso.1 A maior parte das usinas a gás contratadas em 2026 fica em regiões com acesso a esses terminais, a portos e a gasodutos.3

Do poço direto para a usina. Em alguns lugares, a usina é construída perto dos campos de gás em terra. No Maranhão, a Eneva gera energia no Complexo Parnaíba, com 1,9 gigawatt, ao lado dos poços. Em Roraima, o gás do campo de Azulão, no Amazonas, é transformado em líquido e levado de caminhão por cerca de 1.100 quilômetros até a usina Jaguatirica II, em Boa Vista.15 No Amazonas, um gasoduto de 661 quilômetros leva desde 2009 o gás de Urucu até as usinas de Manaus.16

Saiba mais: o gás que vem da Bolívia

O Gasbol, gasoduto Bolívia-Brasil, começou a operar em 1999 e vai da Bolívia até Canoas, no Rio Grande do Sul, com capacidade para cerca de 30 milhões de metros cúbicos por dia.17 De janeiro a agosto de 2025, o Brasil recebeu em média 12,3 milhões de metros cúbicos por dia da Bolívia.2 O plano da EPE considera que essa importação vai diminuir.18

Linha do tempo no Brasil

  1. 1999
    Começa a operar o gasoduto Bolívia-Brasil, o Gasbol.17
  2. 2000
    O governo cria o Programa Prioritário de Termeletricidade, para estimular a construção de usinas térmicas, com garantia de fornecimento de gás natural.19
  3. 2006
    A Bolívia nacionaliza o petróleo e o gás. O governo boliviano assume o controle de uma unidade de gás da Petrobras no país.20 No mesmo ano, o gás entra pela primeira vez nos leilões de energia: 2 usinas e 1.023 megawatts.21
  4. 2009
    Sai a primeira Lei do Gás, sobre o transporte por gasodutos.22 No Amazonas, é inaugurado o gasoduto Urucu-Coari-Manaus.16
  5. 2014
    Ano recorde do gás nos leilões, com 3.059 megawatts vendidos.21
  6. 2021
    A nova Lei do Gás é sancionada.23 Meses depois, a lei da privatização da Eletrobras passa a obrigar a contratação de 8.000 megawatts de térmicas a gás.24
  7. 2024
    Começa a operar o Rota 3, terceiro gasoduto do pré-sal, com 355 quilômetros e capacidade para até 18 milhões de metros cúbicos por dia.8
  8. 2025
    A obrigação de contratar as térmicas da lei da Eletrobras é revogada.24
  9. 2026
    O leilão de reserva de capacidade contrata 15,2 gigawatts de usinas a gás, novas e antigas.3
  10. 2028previsto
    Começam a entrar as usinas a gás novas contratadas no leilão de 2026, até 2031.325

Como o gás é usado hoje

O gás não serve só para fazer eletricidade. De janeiro a agosto de 2025, a indústria usou em média 40,1 milhões de metros cúbicos por dia, e as usinas, 19,4 milhões. Carros e ônibus a gás usaram 4,1 milhões, e as casas, 1,6 milhão.2 O uso das usinas é o que mais muda: em agosto, mês de seca, elas usaram 31,8 milhões por dia.2 No ano todo de 2025, 36,8% do gás consumido no país foi para gerar eletricidade.26

A reserva das hidrelétricas. O Brasil gera a maior parte da sua energia com água. As usinas a gás funcionam como uma reserva: o ONS as liga mais quando chove pouco, para poupar os reservatórios.1314

Por que as usinas a gás geram. O ONS registra o motivo de cada geração térmica. Uma das razões é a inflexibilidade: a geração que a usina declara que precisa fazer, ou a que passa do que o ONS pediu. Em 2025, nas usinas a gás identificadas, 38,4% da energia foi classificada como inflexibilidade fora da ordem de custo, 18,4% como inflexibilidade que também seria escolhida pelo custo e 29,7% como geração escolhida só pelo custo, quando a usina era mais barata que as alternativas. O resto foi para exportação, restrições de rampa e de tempo mínimo ligada ou desligada, e outras razões.2728

Saiba mais: por que uma usina é "inflexível"?

Uma usina inflexível gera mesmo quando outra seria mais barata, porque declarou ao ONS que precisa gerar um mínimo.28 A lei de 2021 da Eletrobras exigia que as novas térmicas a gás tivessem inflexibilidade de pelo menos 70%; essa obrigação foi revogada em 2025.24

USINAS A GÁS · 2025 3,5× mais em novembro que em fevereiro As usinas a gás geraram muito mais no segundo semestre de 2025 Energia gerada pelas usinas a gás natural em cada mês de 2025 (gigawatts-hora). 2.260 jan 1.521 fev 1.572 mar 1.829 abr 1.942 mai 2.427 jun 4.342 jul 4.578 ago 3.542 set 5.154 out 5.310 nov 3.570 dez GWh Fonte: ONS, dados abertos, geração por usina (fonte 066), cálculo sobre os dados. mundoenergiabrasil.org

As leis do gás e quem as fez

A Lei do Gás de 2009. Foi a primeira lei só sobre o gás natural. Ela tratou do transporte por gasodutos, da estocagem e da comercialização.22

A nova Lei do Gás, de 2021. Ela trocou a lei de 2009 e tentou abrir o mercado para mais empresas. Exige autorização da ANP, a agência do petróleo e do gás, para o transporte por gasodutos, a importação, a estocagem, o processamento e os terminais de gás liquefeito.23 O projeto (PL 6.407/2013) foi aprovado na Câmara em setembro de 2020, por 351 votos a 101.29 O relator na Câmara foi o deputado Laércio Oliveira (PP-SE); no Senado, o senador Eduardo Braga (MDB-AM). O Senado mudou o texto, e a Câmara rejeitou as mudanças antes da sanção, em abril de 2021.3023

As térmicas da lei da Eletrobras. A medida provisória que permitiu privatizar a Eletrobras ganhou, no Congresso, a obrigação de contratar 8.000 megawatts de térmicas a gás: 2.500 no Norte, 2.500 no Centro-Oeste, 2.000 no Sudeste e 1.000 no Nordeste, em parte em lugares sem gasoduto, com contratos de 15 anos.24 Os relatores foram o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), na Câmara, e o senador Marcos Rogério (DEM-RO), no Senado, onde o texto passou por 42 votos a 37.31 Críticos, como o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), chamaram esses trechos de "jabutis", porque não tinham ligação com a privatização.32 A equipe de transição do governo eleito em 2022 calculou que essa obrigação custaria R$ 368 bilhões aos consumidores.33 Ela foi revogada em novembro de 2025, pela Lei nº 15.269.2434

Quem representa o setor

O gás tem quem o produz, quem o leva pelos canos, quem o queima nas usinas e quem paga a conta; cada um tem sua entidade. Essas entidades mandam sugestões à ANEEL e ao Ministério de Minas e Energia nas consultas públicas, falam em audiências no Congresso e, às vezes, vão à Justiça. O que elas dizem sobre si mesmas, como o número de associados, é dado da própria entidade.

Empresas do setor

IBPInstituto Brasileiro de Petróleo e Gás

Empresas de petróleo e gás.

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Quem faz parte. Diz reunir 216 empresas, 27 delas produtoras de petróleo e gás35, responsáveis por 94% da produção de gás do país.36

O que defende. Defendeu o leilão de reserva de capacidade de 2026 como central para a segurança do sistema.36 Prevê forte aumento da oferta de gás produzido no país em 5 a 10 anos.35

Onde aparece. Na Comissão de Minas e Energia da Câmara, em agosto de 2025, e no debate sobre o leilão de 2026.3536

Geradores

ABRAGETAssociação Brasileira das Geradoras Termelétricas

Donos de usinas térmicas.

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Quem faz parte. Donos de usinas térmicas37: diz reunir 50 associados, com 25 mil megawatts a gás, nuclear, óleo, diesel e carvão, além de fornecedores e investidores.38

O que defende. Diz que o leilão de 2026 evita custos de blecautes e racionamentos e que baterias não substituem as térmicas.37 Em 2024, chamou o leilão de reserva de capacidade daquele ano de "leilão de confiabilidade", um serviço que, para ela, só térmicas e hidrelétricas com reservatório prestam.38

Onde aparece. Na Comissão de Minas e Energia da Câmara, em audiência sobre o leilão de 202438; defendeu o leilão de 2026 diante das ações na Justiça.37

Distribuidoras

ABEGÁSAssociação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado

Distribuidoras de gás canalizado.

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Quem faz parte. Criada em 1990, reúne as empresas que distribuem gás pelos canos das cidades39: 22 em operação, em 19 unidades da federação, com mais de 47 mil quilômetros de rede e mais de 5 milhões de clientes, segundo a associação.40

O que defende. Diz que o gás e o transporte são de 60% a 80% do preço final, e a distribuição, o resto.39 Pede mais concorrência na venda do gás, com leilões obrigatórios de parte do gás do maior vendedor, e térmicas a gás para dar firmeza às renováveis.40

Onde aparece. Em 2026, publicou suas propostas para os candidatos à Presidência.40

Consumidores

ABRACE e Frente Nacional dos Consumidores de Energia

Grandes consumidores e entidades de consumidores.

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Quem faz parte. A ABRACE diz reunir mais de 50 grupos empresariais, com quase 40% da eletricidade e 42% do gás que a indústria consome.41 A Frente reúne entidades de consumidores e é presidida por Luiz Eduardo Barata, ex-diretor-geral do ONS.4243

O que defende. Dizem que o leilão de 2026 contratou mais do que o necessário e vai encarecer a conta de luz.44 A ABRACE quer contratos longos de gás para a indústria e diz que baterias e resposta da demanda podem ser alternativas mais eficientes às térmicas.41

Onde aparece. A Frente pediu ao Ministério consulta pública sobre a reforma do setor elétrico43 e foi contra a derrubada de vetos na lei da eólica no mar: um estudo da consultoria PSR, analisado por ela, estimou o custo desses trechos em até R$ 545 bilhões em 25 anos.42

Ambientalistas

Instituto Arayara

Organização ambiental.

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Quem faz parte. Organização ambiental, presidida por Juliano Bueno.45

O que defende. Critica a contratação de fontes fósseis diante dos compromissos climáticos do país.44

Onde aparece. Foi à Justiça contra o leilão de 202644; em 2025, moveu cinco ações contra um leilão de áreas de petróleo e gás da ANP.45

Do lado do governo, o Ministério de Minas e Energia faz a política; a ANP regula o gás, e a ANEEL, a eletricidade; a EPE planeja; e o ONS decide quando cada usina liga. A página Quem opera explica o papel de cada um.

Quem são os donos

Ao contrário da energia solar, que tem milhões de donos com placas no telhado, as usinas a gás estão nas mãos de poucas empresas grandes. No cadastro da ANEEL de outubro de 2026, a Petrobras tem 24,0% da potência a gás em operação. O cadastro mostra a empresa registrada como dona de cada usina, e não o grupo por trás dela. Somando as empresas de cada grupo, a Eneva vem em segundo lugar, com 19,0%, seguida da GNA, com 14,9% nas usinas GNA I e GNA II, no Rio de Janeiro, e da J&F, com 13,2%. As dez maiores empresas registradas somam 81,1%.46 Os 19,0% da Eneva juntam a própria Eneva e as empresas Parnaíba Geração e Parnaíba II, do Complexo Parnaíba, no Maranhão.15

No leilão de 2026, a concentração continuou: a Eneva levou cerca de 5,06 gigawatts, e Eneva, Petrobras e J&F somaram mais da metade da potência a gás contratada.347

Na outra ponta, quase todo o gás do país sai de poucos campos: o pré-sal responde por cerca de 77% da produção.1

USINAS A GÁS · DONOS 57,9% com Petrobras, Eneva e GNA Três grupos têm mais da metade da potência a gás Parte da potência a gás natural em operação, por grupo dono, outubro de 2026 (%). Empresas do mesmo grupo foram somadas: Eneva, Parnaíba Geração e Parnaíba II (Eneva); UTE GNA I e UTE GNA II (GNA). Os oito maiores. Petrobras 24,0 % Eneva (3 empresas) 19,0 % GNA (2 usinas) 14,9 % J&F 13,2 % Norte Fluminense 4,1 % Celba 2 (Barcarena) 3,1 % Karpowership 2,8 % Marlim Azul 2,8 % Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008), cálculo sobre o cadastro de outubro de 2026; empresas da Eneva segundo a própria Eneva (fonte 224). mundoenergiabrasil.org

Onde ficam as usinas

O Rio de Janeiro tem a maior potência entre os estados: 8.599 megawatts, cerca de 42,6% do total, em 40 usinas. Depois vêm Maranhão (1.881), Sergipe (1.602) e Amazonas (1.547). A maior usina é a GNA II, no Rio de Janeiro, com 1.672,6 megawatts.46 As usinas ficam perto de onde o gás chega: dos gasodutos do pré-sal, dos terminais de navio ou dos campos em terra.315

Em outubro de 2026, a ANEEL registrava 182 usinas a gás natural em operação, somando 20.180 megawatts, e 9 em construção, com 2.825 megawatts.46

A animação abaixo mostra como essas usinas foram aparecendo, de 2000 a 2026. Ela começa sozinha quando aparece na tela; depois, é só apertar o botão ou arrastar a barra até o ano que quiser. Cada usina conta a partir do ano em que começou a operar. Só entram as usinas que ainda funcionam hoje, e as que começaram antes de 2000 aparecem já em 2000.46 O maior salto veio logo depois do programa de termelétricas de 2000: a potência das usinas de hoje passou de cerca de 1.700 megawatts em 2000 para cerca de 8.500 em 2004.4619

As usinas a gás chegando ao mapa

Mapa animado do Brasil: as usinas a gás natural de hoje aparecendo e crescendo em cada região, de 2000 a 2026, pelo ano em que começaram a operar.
usinas a gás naturalcírculo maior = mais potência
2026
–potência das usinas
–usinas

Potência das usinas a gás natural em operação em outubro de 2026, somada pelo ano em que cada uma começou a operar. Usinas que já fecharam não aparecem; as que começaram antes de 2000 aparecem em 2000. Pontos: usinas agrupadas em áreas de cerca de 75 km. Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008). Contorno dos estados: IBGE (fonte 134). 2026: até outubro.
USINAS A GÁS · CRESCIMENTO 20,2 GW em outubro de 2026 A potência a gás é 12 vezes a de 2000 Potência das usinas a gás natural em operação em outubro de 2026, somada pelo ano em que começaram a operar (gigawatts). Usinas que já fecharam não entram; as anteriores a 2000 contam em 2000. 1,7 2000 5,1 2002 8,5 2004 8,7 2006 8,9 2008 9,4 2010 9,6 2012 11,1 2014 11,7 2016 12,3 2018 14,0 2020 16,7 2022 17,4 2024 20,2 2026 gigawatts 2026: até outubro Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008), cálculo sobre o cadastro de outubro de 2026. mundoenergiabrasil.org

O mapa mostra onde estão as usinas a gás em outubro de 2026. Cada círculo é uma usina, no lugar informado pelo cadastro da ANEEL, e é maior quando a usina é maior. Clique num círculo para ver o nome, a empresa dona e o ano em que começou a operar.46

O mapa de hoje

Mapa interativo, outubro de 2026. Cada círculo é uma usina a gás natural; clique para ver os detalhes. Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008). Uma usina sem coordenadas no cadastro ficou de fora.
USINAS A GÁS · ESTADOS 42,6% no Rio de Janeiro O Rio de Janeiro tem quatro de cada dez megawatts a gás Potência das usinas a gás natural em operação por estado, em outubro de 2026 (megawatts). Os oito maiores. RJ 8.599 MW MA 1.881 MW SE 1.602 MW AM 1.547 MW SP 959 MW RS 822 MW PA 629 MW PE 609 MW Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008), outubro de 2026. mundoenergiabrasil.org

O que o Brasil produz e o que importa

Produção. De janeiro a agosto de 2025, os poços brasileiros tiraram em média 173 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Mas só 53 milhões chegaram ao mercado. A maior parte, 94 milhões, foi devolvida aos reservatórios; 5 milhões foram queimados ou perdidos, e o resto foi consumido nas próprias instalações de produção ou ficou no processamento.2

Importação. No mesmo período, o país importou em média 17,9 milhões de metros cúbicos por dia: 12,3 milhões da Bolívia, pelo Gasbol, e 5,6 milhões em navios de GNL.2 No ano todo de 2025, a dependência de gás de fora foi de 19%.48

O GNL é a reserva da reserva. O gás de navio é o que mais varia: em agosto de 2025, mês de seca, a regaseificação chegou a 8,6 milhões de metros cúbicos por dia, contra a média de 5,6 milhões no ano.2 Os terminais de navio ficam em vários estados, do Pará a Santa Catarina.49

GÁS NATURAL · PRODUÇÃO 54% do gás produzido volta aos poços Mais da metade do gás que sai dos poços volta para dentro deles Destino do gás produzido no Brasil, média de janeiro a agosto de 2025 (milhões de metros cúbicos por dia). Total: 173 milhões. Volta para os poços 94,2 milhões Chega ao mercado 52,9 milhões Gasto na produção 21,2 milhões Queimado ou perdido 5,1 milhões Fonte: MME, Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural, agosto de 2025, p. 2 (fonte 205), cálculo sobre os dados. mundoenergiabrasil.org
GÁS NATURAL · OFERTA 25% importado (Bolívia e GNL) Um quarto do gás oferecido no Brasil vem de fora Origem do gás oferecido ao mercado brasileiro, média de janeiro a agosto de 2025 (milhões de metros cúbicos por dia). Total: 71 milhões. Produzido no Brasil 52,9 milhões Bolívia, pelo Gasbol 12,3 milhões GNL, de navio 5,6 milhões Fonte: MME, Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural, agosto de 2025, p. 2 (fonte 205), cálculo sobre os dados. mundoenergiabrasil.org

O Brasil e o mundo

O gás natural fez 21,8% da eletricidade do mundo em 2025, segundo o centro de estudos Ember. No Brasil, foram 7,3%, abaixo do pico de 13,7% em 2014. O Japão, que tem pouca água e pouco vento para gerar energia, fez 33% com gás.50

O mundo produziu cerca de 4.197 bilhões de metros cúbicos de gás em 2025. Os Estados Unidos sozinhos produziram cerca de um quarto (1.074 bilhões), seguidos pela Rússia (609 bilhões) e pelo Irã (265 bilhões), segundo o Energy Institute.51 O gás que chegou ao mercado brasileiro de janeiro a agosto de 2025, cerca de 53 milhões de metros cúbicos por dia, equivale a cerca de 19 bilhões por ano, perto de 0,5% da produção mundial. A conta é aproximada, porque as duas fontes medem de jeitos um pouco diferentes.251

BRASIL E MUNDO · 2025 7,3% no Brasil, contra 21,8% no mundo O gás pesa menos na eletricidade do Brasil do que na do mundo Parte da eletricidade gerada com gás natural em 2025 (%). Japão 33,0 % Mundo 21,8 % Brasil 7,3 % China 3,0 % Índia 2,3 % Fonte: Ember, Global Electricity Review, citado por RenewEconomy, 11 de junho de 2026 (fonte 206). Pela EPE, o gás fez 7,6% da eletricidade do Brasil em 2025 (fonte 014). mundoenergiabrasil.org

O Brasil poderia ser autossuficiente em gás?

O que o Brasil tem. Gás não falta debaixo do mar: os poços brasileiros produzem quase dez vezes o que o país importa.2

Por que ainda importamos. Mais da metade desse gás volta para os poços. Essa reinjeção ajuda a manter a pressão e a tirar mais petróleo; também pesam a falta de gasodutos para levar o gás até o continente e o teor alto de gás carbônico do gás do pré-sal, que precisa ser separado.7 Em janeiro de 2026, a reinjeção chegou a 55,8% da produção.52

O que se discute. Mais gasodutos e unidades de processamento, como o Rota 3, aumentam o gás que chega à terra.89 Uma lei de 2025 também mudou as regras de venda do gás que pertence à União, para levá-lo a indústrias que usam muita energia, como as de fertilizantes.34 Mesmo assim, as usinas a gás usam muito gás em anos secos e pouco em anos de chuva, e o GNL de navio é o jeito mais simples de atender a essa variação.2

Problemas do gás

Gás devolvido ao poço. O Brasil reinjeta mais da metade do gás que produz, e o motivo principal é técnico e econômico, não falta de gás.72

Dependência da Bolívia. A produção boliviana está caindo, e a EPE prevê menos gás de lá.18 Em 2006, a nacionalização do gás na Bolívia mostrou o risco de depender de um vizinho.20

Gás de navio é caro e muda de preço. O GNL é comprado no mercado internacional e acompanha o preço de lá. Em agosto de 2025, o GNL importado pelo Brasil custou cerca de US$ 23,7 por milhão de BTU, a unidade usada no comércio do gás.53

Usinas que geram mesmo quando não precisam. A inflexibilidade faz usinas a gás gerarem mesmo quando outra energia seria mais barata.27

Um leilão contestado. O leilão de 2026 foi questionado no Tribunal de Contas da União, que viu indícios de preço alto e pouca disputa, e no Ministério Público Federal, que criticou o aumento de até 100% nos preços máximos às vésperas do leilão. A ANEEL homologou o resultado em maio de 2026, sem impedir as apurações.54

Quem paga a conta

Uma usina a gás custa de dois jeitos: para existir, pronta para ligar, e para gerar, porque gás custa dinheiro. Os dois custos acabam, de um jeito ou de outro, na conta de luz.

Para existir. No leilão de reserva de capacidade, a usina recebe um valor fixo por ano para ficar disponível. Esse custo é dividido entre todos os consumidores do sistema por meio de um encargo, cobrado na conta de luz conforme o consumo.55 No leilão de 2026, o preço médio foi de cerca de R$ 2,33 milhões por megawatt por ano.56 As receitas fixas somam R$ 38,9 bilhões por ano, segundo a eixos.44

Para gerar. Quando o ONS liga as térmicas mais caras, a conta pode ter bandeira amarela ou vermelha.57 A página Tarifa explica as bandeiras.

Os dois lados. A ABRACE calculou que o leilão de 2026 vai custar R$ 40 bilhões por ano e pode subir a tarifa média em cerca de 10%.58 O governo contesta: diz que trocar térmicas antigas por contratos mais flexíveis vai reduzir o custo da tarifa em 24%.47 As geradoras térmicas dizem que, sem o leilão, blecautes e racionamentos custariam muito mais.37

Mitos e dúvidas comuns

"As usinas a gás só ligam quando falta chuva?" Não. Em 2025, 38,4% da energia das usinas a gás identificadas veio de inflexibilidade fora da ordem de custo: geração que a própria usina declara que precisa fazer, mesmo quando outra seria mais barata.27

"O Brasil usa todo o gás que produz?" Não. De janeiro a agosto de 2025, 54% do gás produzido voltou para os reservatórios.2 Veja a seção O Brasil poderia ser autossuficiente em gás?

"Gás natural é energia limpa?" Ele emite menos que o carvão ao queimar, mas o metano que escapa na extração e no transporte esquenta muito o planeta. Se esses vazamentos forem grandes, a eletricidade a gás pode emitir tanto quanto a de carvão.59

"O gás de cozinha é o mesmo das usinas?" Não exatamente. O gás do botijão é o GLP, uma das partes separadas do gás "rico" na UPGN. O gás das usinas e dos canos das cidades é o gás natural, que sai da UPGN depois dessa separação.9

O futuro em números

Garantia de potência. Com mais energia solar e eólica, que variam, o plano da EPE vê as térmicas a gás flexíveis, que ligam e desligam rápido, como as principais candidatas para garantir potência: 11,7 gigawatts indicativos até 2035.60

O que o leilão de 2026 já contratou. O leilão contratou cerca de 19,5 gigawatts, dos quais 15,2 em usinas a gás. Cerca de 8,9 gigawatts são de usinas a gás novas, que entram a partir de 2028. Com elas, o parque térmico do país passaria de cerca de 45 para 53,9 gigawatts.3

Emissões do sistema. Para o Sistema Interligado Nacional, a rede nacional, o plano estima emissões de 13 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente em 2025 e 29 milhões em 2035, numa condição média de chuvas, ainda considerando as térmicas obrigatórias que depois foram revogadas.61

LEILÃO DE RESERVA DE CAPACIDADE · 2026 Quase 8 de cada 10 megawatts contratados em 2026 sãode usinas a gásPotência contratada nos leilões de reserva de capacidade de março de 2026, por tipo deusina. Total: 19,5 gigawatts. 78,1% Usinas a gás natural 21,9% Hidrelétricas, carvão, óleo, diesel e biocombustíveis Fonte: Brasil Energia, 30 de março de 2026 (fonte 208), cálculo sobre os dados. mundoenergiabrasil.org

Outros impactos

  • Ar. A queima do gás praticamente não solta partículas de fuligem, ao contrário do carvão.62
  • Água. No estudo da UNECE, o ciclo de vida da eletricidade a gás dissipa, em média, cerca de 1 litro de água por quilowatt-hora; isso inclui, por exemplo, a água que evapora no resfriamento.63
  • Trabalhadores. A extração de petróleo, gás e carvão exige atenção à saúde de quem trabalha.4
  • Metano. O metano esquenta o planeta muito mais que o gás carbônico, e parte dele escapa na extração e no transporte por gasodutos. A UNECE diz que esses vazamentos costumam ser subestimados pela indústria e que, se forem grandes, a eletricidade a gás pode emitir tanto quanto a de carvão.59
  • Queima nas plataformas. De janeiro a agosto de 2025, cerca de 5 milhões de metros cúbicos de gás por dia foram queimados ou perdidos na produção.2

Fontes e método

Ver como os números foram calculados

As informações desta página vêm do Balanço Energético Nacional e do Plano Decenal da EPE, do boletim mensal do gás do Ministério de Minas e Energia, de dados abertos da ANEEL e do ONS, das leis citadas, da página da EPE sobre fontes de energia, da UNECE, do Ember, do Energy Institute, de páginas técnicas sobre usinas e gás liquefeito, e de reportagens identificadas nas notas.

  • Como os números foram calculados. Produção, reinjeção, importação e consumo: médias de janeiro a agosto de 2025 do boletim do MME (o boletim mais recente publicado); "chega ao mercado" é a oferta nacional do boletim. Geração mês a mês e motivos de geração: dados de 2025 do ONS, somando as usinas cujo nome foi ligado ao combustível gás (77 das 154 usinas do arquivo de motivos). Usinas, estados e donos: cadastro da ANEEL de outubro de 2026; a parte de cada empresa é a potência da usina multiplicada pela sua participação. Leilões de 2006 a 2019: soma da potência das usinas a gás vendidas em cada leilão de geração. Brasil no mundo: oferta nacional média (53 milhões de metros cúbicos por dia) vezes 365 dias, comparada à produção mundial do Energy Institute.
  • Onde os números diferem. O BEN dá produção de 179,2 milhões de metros cúbicos por dia no ano todo de 2025; o boletim do MME, 173,4 milhões de janeiro a agosto. O BEN dá dependência externa de 19% no ano todo de 2025; no boletim, o gás importado foi cerca de 25% do gás oferecido ao mercado de janeiro a agosto. São medidas e períodos diferentes. Sobre o leilão de 2026, as reportagens dão de 18,97 a 19,47 gigawatts: a diferença é a segunda etapa, de 501 megawatts de usinas a óleo, diesel e biodiesel. Para a Petrobras no leilão, uma reportagem dá 2,2 gigawatts e outra 3,34; esta página não usa esse número.
  • O que ainda falta. Quantos empregos as usinas a gás geram, o custo de operar cada usina, a comparação do preço do gás no Brasil com o de outros países (a tabela do boletim não pôde ser lida com segurança) e o valor pago pelos consumidores em encargos de segurança energética por usina a gás.

Notas

Ver as 63 notas, com a fonte de cada número
  1. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 176 e 251 (fonte 002). ↩
  2. MME, Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural, agosto de 2025, p. 2, cálculo sobre os dados (fonte 205). ↩
  3. Brasil Energia, "Como fica a matriz após o leilão de capacidade", 30 de março de 2026 (fonte 208). ↩
  4. EPE, página Fontes de energia, seção Fontes Fósseis (fonte 057). ↩
  5. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, seção 3.2.1, p. 31, e seção 3.2.2, p. 33 (fonte 059). ↩
  6. Engenharia 360, "FPSO e a indústria de petróleo e gás", 3 de maio de 2023, atualizada em 19 de julho de 2026 (fonte 229). ↩
  7. Poder360, "Brasil reinjeta 55,6% da produção de gás natural em outubro", 2 de dezembro de 2025 (fonte 095). ↩
  8. Poder360, "Após 10 anos, Petrobras inaugura 3º gasoduto do pré-sal nesta 6ª", 13 de setembro de 2024 (fonte 096). ↩
  9. Cenário Energia, matéria sobre o segundo módulo da UPGN do Complexo Boaventura, 5 de maio de 2025 (fonte 223). ↩
  10. PetroWiki (SPE), glossário, verbete "Gas liquification" (fonte 222). ↩
  11. GE Vernova, página "How a combined cycle power plant produces electricity" (fonte 220). ↩
  12. Energy Education (Universidade de Calgary), verbete "Combined cycle gas plant" (fonte 221). ↩
  13. ONS, página O que é o SIN (fonte 016). ↩
  14. ONS, dados abertos, geração por usina (2025) e capacidade instalada, cálculo sobre os dados (fontes 066 e 009). ↩
  15. Eneva, página Geração de energia (fonte 224). ↩
  16. Offshore Technology, "Urucu-Coari-Manaus Gas Pipeline" (fonte 204). ↩
  17. Global Energy Monitor, página Gasoduto GASBOL (fonte 201). ↩
  18. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 247 (fonte 002). ↩
  19. Decreto nº 3.371, de 24 de fevereiro de 2000 (Programa Prioritário de Termeletricidade), art. 1º e 2º (fonte 200). ↩
  20. IPS, "Bolívia: como foi nacionalizado o enorme negócio do petróleo", 15 de maio de 2006 (fonte 202). ↩
  21. ANEEL, dados abertos, resultado de leilões de geração, 2005 a 2025, cálculo sobre os dados (fonte 040). ↩
  22. Lei nº 11.909, de 4 de março de 2009 (Lei do Gás de 2009), art. 1º (fonte 203). ↩
  23. Lei nº 14.134, de 8 de abril de 2021, art. 3º, 4º, 19, 20, 26 e 27 (fonte 068). ↩
  24. Lei nº 14.182/2021, art. 1º, § 1º, e art. 20, revogados pela Lei nº 15.269/2025 (fonte 043). ↩
  25. CNN Brasil, "Leilão contrata 19 GW de térmicas e hidrelétricas e movimenta R$ 64,5 bi", março de 2026 (fonte 227). ↩
  26. EPE, Balanço Energético Nacional 2026, p. 16 (fonte 001). ↩
  27. ONS, dados abertos, geração térmica por motivo de despacho, 2025, cálculo sobre os dados (fonte 067). ↩
  28. ONS, dicionário de dados da geração térmica por motivo de despacho, p. 2 a 6 (fonte 067). ↩
  29. Poder360, "Nova Lei do Gás começa a tramitar no Senado nesta semana; entenda a proposta", 6 de setembro de 2020 (fonte 217). ↩
  30. eixos, "Relator da Lei do Gás vai rejeitar alterações feitas no Senado", 22 de dezembro de 2020 (fonte 218). ↩
  31. Congresso em Foco, matéria sobre a votação da MP da Eletrobras no Senado, 17 de junho de 2021 (fonte 219). ↩
  32. Idec, página "Térmicas jabuti" (fonte 228). ↩
  33. eixos, "Transição calcula que políticas para térmicas vão custar R$ 500 bi para consumidores", 8 de dezembro de 2022 (fonte 216). ↩
  34. BMA Advogados, informativo "Novo marco do setor elétrico: sancionada a Lei nº 15.269/2025", novembro de 2025 (fonte 226). ↩
  35. IBP, apresentação na Comissão de Minas e Energia da Câmara, "Potencial do gás", 20 de agosto de 2025, slides 4 e 9 (dado de associação) (fonte 1322). ↩
  36. Cenário Energia, "IBP defende realização do LRCAP 2026 e alerta para risco à segurança energética sem leilão", 19 de fevereiro de 2026 (fonte 213). ↩
  37. eixos, "Abraget rebate críticas ao LRCAP em meio a ofensiva judicial contra o leilão", 19 de maio de 2026 (fonte 211). ↩
  38. ABRAGET, apresentação na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados sobre o leilão de reserva de capacidade de 2024, slides 2, 6 e 7 (dado de associação) (fonte 337). ↩
  39. Abegás, nota oficial "Esclarecimentos sobre a formação de preços do gás natural no Brasil", 23 de dezembro de 2025 (fonte 212). ↩
  40. Abegás, propostas aos candidatos à Presidência da República, 2026, p. 3, 13, 37, 63, 64 e 67 (dado de associação) (fonte 1323). ↩
  41. Brasil Energia, "Abrace quer colocar o consumo no centro da política energética", 18 de junho de 2026 (dado de associação) (fonte 1321). ↩
  42. Cenário Energia, "Instituto E+ Transição Energética se junta à Frente Nacional dos Consumidores", 13 de maio de 2025 (fonte 1326). ↩
  43. eixos, "FNCE critica falta de participação social na reforma do setor elétrico e pede consulta pública", 11 de abril de 2025 (fonte 1325). ↩
  44. eixos, "Consumidores de energia e ambientalistas criticam resultado do LRCAP", 18 de março de 2026 (fonte 214). ↩
  45. eixos, "Veja o pacote de ações da Arayara para derrubar leilão de concessão", 28 de maio de 2025 (fonte 1324). ↩
  46. ANEEL, SIGA, dados abertos, cálculo sobre os dados de outubro de 2026 (fonte 008). ↩
  47. eixos, "Muita potência e baixa competição: o resultado do leilão de energia mais esperado de 2026", 19 de março de 2026 (fonte 215). ↩
  48. EPE, Balanço Energético Nacional 2026, Tabela 1.8, p. 28 (fonte 001). ↩
  49. MME, Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural, agosto de 2025, p. 6 (fonte 205). ↩
  50. RenewEconomy, "Gas share in global electricity mix falls for fifth consecutive year", 11 de junho de 2026, com dados do Ember (fonte 206). ↩
  51. Rigzone, "Which Countries Produce and Consume the Most Natural Gas?", 2 de julho de 2026, com dados do Energy Institute Statistical Review of World Energy (fonte 207). ↩
  52. Poder360, "Em alta desde 2010, reinjeção de gás no Brasil bate 56% em janeiro", 2 de março de 2026, com dados da ANP (fonte 094). ↩
  53. MME, Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural, agosto de 2025, p. 7, com dados do Comex Stat (fonte 205). ↩
  54. Movimento Econômico, "Aneel homologa leilão de energia questionado no TCU e no MPF", 21 de maio de 2026 (fonte 209). ↩
  55. Lei nº 10.848/2004, art. 3º-A, com a redação dada pelas Leis nº 14.120/2021 e nº 15.269/2025 (fonte 005). ↩
  56. Poder360, "1º leilão de garantia de energia contrata 19 GW e soma 100 usinas", 19 de março de 2026 (fonte 225). ↩
  57. ANEEL, página Bandeiras tarifárias (fonte 050). ↩
  58. Poder360, "Leilão de reserva agrada setor, mas acende alerta de alta na conta de luz", 23 de março de 2026 (fonte 210). ↩
  59. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, seção 3.2.1, p. 31 (fonte 059). ↩
  60. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 95 e 268 (fonte 002). ↩
  61. EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 394 (fonte 002). ↩
  62. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 68 (fonte 059). ↩
  63. UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, seção 4.6, p. 65 (fonte 059). ↩