93,3%da potência eólicaem operação no Brasil fica no Nordeste, segundo o cadastro da ANEEL de outubro de 2026.1
17horas por diaem média, em setembro de 2025, o vento do Nordeste produziu mais energia do que toda a região consumia.2
18,3%da energia eólicaque as usinas poderiam ter gerado em 2025 foi cortada por ordem do ONS.3
Para comparar esta fonte com as outras em segurança, emissões e terra ocupada, veja a página Comparativos.
Como funciona
Parque eólico de Osório (RS). Foto: Paulo rsmenezes, CC BY-SA 3.0 BR, via Wikimedia Commons.
O vento é ar em movimento. Ele tem força: é ele que empurra um barco a vela e faz um cata-vento rodar. Uma usina eólica faz a mesma coisa, só que em tamanho gigante. Ela usa a força do vento para girar hélices enormes, presas no alto de torres, e esse giro vira eletricidade.4
Veja passo a passo
1
Desenho do Mundo Energia Brasil, fora de escala. Os passos seguem o texto acima e as fontes das notas dele.
Passo a passo, em detalhe
1. O vento empurra as pás. A parte que gira se chama rotor e quase sempre tem três pás, que também são chamadas de hélices. Cada pá costuma ter o tamanho de uma asa de avião.4 Quando o vento passa por elas, o rotor começa a rodar, como um cata-vento.
2. Lá no alto venta mais. Por isso as torres são tão altas: perto do chão, árvores, morros e casas freiam o vento. As torres costumam ter de 90 a 120 metros e podem chegar a 150 metros.54 Quanto mais alta a turbina e maiores as pás, mais vento ela consegue aproveitar.6
3. O eixo gira devagar, e a caixa de engrenagens acelera. O rotor está preso a um eixo que entra numa caixa no alto da torre, a nacele. As pás giram devagar. Em muitos modelos, o eixo passa por uma caixa de engrenagens, a caixa multiplicadora, que faz o gerador rodar bem mais depressa. Outros modelos não têm essa caixa e usam um gerador especial.7
4. O gerador transforma giro em eletricidade. Dentro do gerador há fios de cobre e ímãs. Quando um gira perto do outro, a corrente elétrica começa a andar nos fios.8 Alguns geradores usam ímãs muito fortes, feitos com metais raros como o neodímio e o disprósio.9
5. A turbina se vira para o vento. No alto da nacele, aparelhos chamados anemômetros medem o vento. Um sistema de controle gira a nacele sobre a torre, para deixar as pás sempre de frente para o vento.10
6. Do parque até a sua casa. Um grupo de turbinas forma um parque eólico, que é a usina.4 A energia de todas elas segue por cabos até uma subestação, que aumenta a tensão, e dali entra nas linhas de transmissão, as "estradas" da eletricidade, que a levam até as cidades. A página SIN explica esse caminho. A turbina só produz quando venta o suficiente.4 No Nordeste, onde está quase toda a eólica do país, venta mais à noite e no segundo semestre.211
A eólica também pode ser instalada no mar, onde é chamada de eólica offshore. Ali os aerogeradores são ainda maiores e podem passar de 250 metros de altura.4 O Brasil ainda não tem nenhuma.12
Como é feito um aerogerador
Cada turbina, o aerogerador, tem três partes principais: a torre, as pás e a nacele.5
A torre é de aço, de concreto ou dos dois. É a parte mais simples de fabricar.5 No Brasil, ela pode ser feita com chapas de aço ou com concreto armado nacionais.7
As pás têm de 30 a 75 metros de comprimento e pesam de 6 a 10 toneladas cada uma.5 São feitas de materiais compostos, como fibra de vidro colada com resina, que são leves e resistentes.58
A nacele é a casa de máquinas no alto da torre. Ela guarda o eixo, a caixa multiplicadora, o gerador e os sistemas de controle, e é a parte mais difícil de fabricar.57
O cubo é a peça de metal fundido, na ponta do eixo, onde as três pás são presas.7
As máquinas ficam cada vez maiores. Em 2025, a fabricante brasileira WEG instalou em Macaúbas, na Bahia, a maior turbina das Américas, segundo a reportagem: ela tem 7 megawatts, ou 7 mil quilowatts, e 220 metros do chão até a ponta da pá.13
Abra o aerogerador
PásTrês pás, cada uma com 30 a 75 metros e 6 a 10 toneladas. São feitas de fibra de vidro colada com resina: leves e resistentes. O vento empurra as pás, e elas giram.
CuboA peça de metal fundido na ponta do eixo, onde as três pás são presas. A capa arredondada na frente protege o cubo.
Eixo principalUma barra grossa de aço que gira junto com as pás, devagar, e leva a força do vento para dentro da nacele.
Caixa multiplicadoraUm conjunto de engrenagens. Uma volta lenta do eixo vira muitas voltas rápidas do outro lado, como a marcha de uma bicicleta. Alguns modelos não têm caixa e usam um gerador maior, que gira devagar.
Gerador e controlesÍmãs girando perto de fios de cobre fazem a corrente elétrica. O cobre do gerador é o metal mais usado na turbina. Ao lado ficam os computadores que controlam tudo.
Sensores de ventoUm medidor de velocidade, com conchinhas que giram, e um cata-vento, que mostra de onde o vento vem.
Sistema de giroMotores e uma grande roda dentada no alto da torre. Com a informação dos sensores, eles viram a nacele inteira para ficar de frente para o vento.
TorreDe aço, de concreto ou dos dois. É a parte mais simples de fabricar e pode ser feita com material brasileiro.
FundaçãoUm bloco de concreto e aço enterrado, que segura a turbina de pé. Torre e fundação respondem pela maior parte dos impactos ambientais de fabricar uma eólica.
Desenho do Mundo Energia Brasil, fora de escala. Partes e materiais: Revista do BNDES, 2018, p. 89 e 91 (fonte 089); impactos e uso de cobre: UNECE, 2022, p. 37 (fonte 059). Passe o dedo ou o mouse na lista para destacar cada parte.Saiba mais: por que as turbinas ficaram tão grandes
Uma turbina mais alta alcança ventos mais fortes, e pás mais compridas varrem uma área maior de céu. Com isso, cada turbina produz mais energia com o mesmo trabalho de fabricar e montar. Segundo o estudo da UNECE, a soma do tamanho maior e da experiência das fábricas reduz em 14% os impactos ambientais do ciclo de vida da eólica cada vez que a potência instalada no mundo dobra.6 A torre e a fundação respondem pela maior parte desses impactos; o gerador, pela maior parte do uso de metais, por causa do cobre.8
Linha do tempo no Brasil
1992
A primeira turbina eólica do país, de 225 quilowatts, é instalada em Fernando de Noronha (PE).14
1998
Entra em operação Taíba, no Ceará, com 5 megawatts, a usina eólica mais antiga do cadastro atual da ANEEL. Ela tinha dez turbinas de 500 quilowatts, com 44 metros de altura.114
2001
Durante a crise de energia, o governo lança o Proeólica, um programa para incentivar a eólica.14
2002
Uma lei cria o Proinfa, que manda a Eletrobras comprar, por 20 anos, energia de eólicas, pequenas hidrelétricas e biomassa.1514
2004
O Proinfa é relançado e contrata 1,4 gigawatt de eólicas; um gigawatt é igual a mil megawatts.16
2006
Começam a funcionar os primeiros parques grandes do Proinfa, como Osório (RS) e Rio do Fogo (RN), cada um com cerca de 50 megawatts.117
2009
A eólica entra pela primeira vez nos leilões de energia: 71 parques e 1.806 megawatts, a um preço médio de R$ 148 por megawatt-hora.1816
2013
Ano recorde da eólica nos leilões, com 4.711 megawatts vendidos.18
2021
Uma lei limita o desconto no uso dos fios aos parques que pedissem autorização em até um ano.19
2022
Último leilão de geração com eólicas registrado pela ANEEL até 2025.18 A GE suspende a fabricação de turbinas eólicas no Brasil.20
2023
Ano com mais potência eólica nova: 4.926 megawatts das usinas de hoje entraram em operação.1 A Siemens Gamesa para sua fábrica de aerogeradores na Bahia.20
2025
Em janeiro, a lei das eólicas no mar é sancionada.21 Em fevereiro, a fábrica de pás da LM, da GE Vernova, em Suape (PE), anuncia o fechamento.20 Em novembro, uma lei cria regras para compensar parte dos cortes de geração.2223
2026
Os primeiros grandes parques do Proinfa completam 20 anos de operação e de contrato.17
2027previsto
O mercado espera para este ano o primeiro leilão de áreas no mar para eólicas.24
Os jeitos de usar o vento
Parques em terra. É quase toda a eólica do país: em outubro de 2026, eram 1.138 usinas em operação, com 34.937 megawatts.1 Elas vendem energia em leilões, para as distribuidoras, ou diretamente para empresas. A página Leilões explica como isso funciona.
Pequenas turbinas. Uma casa, um sítio ou uma empresa também podem ter uma turbina e descontar a energia da conta de luz, na geração distribuída, como acontece com as placas solares. Mas isso quase não existe com o vento: eram 87 sistemas, com 17,5 megawatts, e quase toda essa potência ficava no Ceará. É 0,03% da potência da geração distribuída do país.25
Lugares isolados. Em ilhas e vilas longe da rede, uma turbina pequena pode trabalhar junto com outras fontes, num sistema híbrido. É o caso do sistema híbrido da Ilha dos Lençóis, no Maranhão, em operação desde 2008.1 A página Sistemas isolados mostra esses lugares.
No mar. As eólicas offshore ficam no oceano, onde o vento é forte e constante. A lei que permite usar o mar para gerar energia é de 2025.26 Até fevereiro de 2026, havia pedidos de licença no Ibama para projetos que somavam 134,3 gigawatts, mas nenhum tinha licença.12 Em julho de 2026, o decreto que regulamenta a lei ainda estava sendo escrito no Ministério de Minas e Energia.24
Saiba mais: eólica no mar e hidrogênio verde
A lei das eólicas no mar também incentiva o hidrogênio verde, um combustível feito com eletricidade renovável.21 Para o sindicato das indústrias de energia do Ceará, nem a eólica no mar nem o hidrogênio verde devem crescer antes de 2030.27 Um projeto começado em 2026 só deve funcionar por volta de 2030 ou 2031, segundo a associação das eólicas.24
As leis da eólica e quem as fez
O Proinfa (2002). Depois do racionamento de 2001, a Lei nº 10.438 criou o Proinfa.17 A Eletrobras passou a comprar, com contratos de 20 anos, energia de eólicas, pequenas hidrelétricas e biomassa, e o custo foi dividido entre os consumidores.15 O programa só deu resultado depois de relançado, em 2004.16
Os leilões (2004). A reforma do setor elétrico de 2004 criou os leilões, em que as usinas disputam quem vende energia mais barato às distribuidoras.28 A partir de 2009, eles foram o principal motor da eólica.16
O desconto no uso dos fios. A lei dá às usinas eólicas, solares, de biomassa e pequenas hidrelétricas que injetam até 30 megawatts na rede um desconto de pelo menos 50% na tarifa pelo uso dos fios de transmissão e distribuição.19 Em outubro de 2026, 62,3% das eólicas em operação tinham até 30 megawatts.1 Em 2021, a Lei nº 14.120 limitou o desconto aos projetos que pedissem autorização em até 12 meses e entrassem em operação em até quatro anos.19
A lei das eólicas no mar (2025). O projeto (PL 576/2021) foi apresentado em fevereiro de 2021 pelo senador Jean-Paul Prates (PT-RN).29 No Senado, o relator, que é o parlamentar encarregado de estudar o projeto e propor o texto final, foi primeiro o senador Carlos Portinho (PL-RJ); o texto foi aprovado na Comissão de Infraestrutura em agosto de 2022 e seguiu para a Câmara.29 Na Câmara, os deputados acrescentaram trechos sem ligação com o mar, como a contratação de usinas a carvão e a gás.21 O Senado aprovou a versão final em dezembro de 2024, com relatoria do senador Weverton Rocha (PDT-MA).30 A Lei nº 15.097 foi publicada em 10 de janeiro de 2025. O presidente vetou os trechos do carvão, a prorrogação de subsídios a pequenas hidrelétricas, biomassa e eólica, e outros pontos que, segundo o governo, aumentariam a conta de luz.21
O que a lei do mar diz, em palavras simples. O governo marca no mar áreas para gerar energia. Uma empresa pode pedir uma área que lhe interesse, ou o governo pode oferecer áreas em leilão. Antes, as comunidades afetadas precisam ser consultadas. O que as empresas pagam pelo uso do mar é dividido entre a União, os estados, os municípios e projetos nas comunidades. No fim da vida do parque, os equipamentos têm de ser retirados.2126
A lei dos cortes (2025). Em outubro de 2025, o Congresso aprovou a Medida Provisória nº 1.304, da reforma do setor elétrico, com relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Ela garantiu a eólicas e solares uma compensação por parte dos cortes de geração.22 Veja a seção Cortes de geração.
Quem representa o setor
Do lado das empresas, há uma associação nacional, um centro de estudos e um sindicato regional; do lado de quem vive perto dos parques, há grupos que acompanham as famílias. Essas entidades mandam sugestões à ANEEL e ao Ministério de Minas e Energia nas consultas públicas, falam em audiências no Congresso e, às vezes, vão à Justiça. O que elas dizem sobre si mesmas, como o número de associados, é dado da própria entidade.
Empresas do setor
ABEEólicaAssociação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias
Empresas de toda a cadeia da eólica.
Ver mais
Quem faz parte. Fundada em 2002, diz reunir empresas de toda a cadeia da eólica31: eram 149 no fim de 2024, entre donos de parques, como Casa dos Ventos, Eletrobras, Engie, Neoenergia e Enel, e fabricantes de turbinas, como Vestas, Goldwind, Nordex, Siemens Energy e WEG.32
O que defende. A expansão da eólica, a lei da eólica no mar, baterias nos leilões de capacidade e o fim dos cortes de geração.32 Pediu na Justiça, com a associação do setor solar, o ressarcimento desses cortes.33
Onde aparece. Em 2024, participou de mais de 50 consultas públicas e tomadas de subsídio, como as do Ministério sobre os leilões de reserva de capacidade e as da ANEEL sobre tarifas de uso da rede; falou em audiências no Senado e na Câmara.32
Empresas do setor
CerneCentro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia
Entidade de Natal mantida por empresas do setor.
Ver mais
Quem faz parte. Entidade com sede em Natal, mantida por empresas do setor; seu conselho de mantenedores é presidido por Jean-Paul Prates, ex-presidente da Petrobras e ex-senador pelo Rio Grande do Norte.34
O que defende. Regras claras para trocar as turbinas antigas e para desmontar os parques no fim da vida17, e, como pauta prioritária junto aos órgãos reguladores, os cortes de geração.34
Onde aparece. Junto aos órgãos reguladores, e em projetos no Rio Grande do Norte com empresas como a CPFL Renováveis.34
Empresas do setor
Sindienergia-CE
Indústrias de renováveis do Ceará.
Ver mais
Quem faz parte. Sindicato das indústrias de energias renováveis e eficiência energética do Ceará.35
O que defende. Diz que muitas fábricas estão paradas e que a eólica no mar e o hidrogênio verde só devem crescer depois de 2030.27 Pede ao governo federal uma política para a eólica, com leilões, incentivos fiscais, mais linhas de transmissão e um plano para a eólica no mar.35
Onde aparece. Na imprensa, cobrando o governo federal; em 2025, no meio da crise da Aeris, uma das maiores fabricantes de pás do país.35
Atingidos e comunidades
SARServiço de Assistência Rural e Urbano, da Arquidiocese de Natal
Instituição da Igreja que acompanha famílias atingidas pelos parques.
Ver mais
Quem faz parte. Instituição da Igreja criada há 75 anos, que desde 2017 acompanha famílias de agricultores atingidas pelos parques eólicos no Rio Grande do Norte.36
O que defende. Critica os contratos longos e sigilosos de arrendamento de terra, alguns com renovação automática por mais 40 anos e, segundo um levantamento do Inesc, multas de até R$ 5 milhões para quem quer sair.36
Onde aparece. Faz seminários com as comunidades; famílias acompanhadas criaram o Movimento dos Atingidos pelas Renováveis.36
Do lado do governo, quem faz as regras e acompanha o setor são o Ministério de Minas e Energia, a ANEEL, a EPE e o ONS; no mar, o Ibama cuida das licenças ambientais.12 A página Quem opera explica o papel de cada um.
Quem são os donos
No papel, milhares de donos. No cadastro da ANEEL, cada parque costuma estar registrado em nome de uma empresa criada só para ele. As 1.138 usinas em operação aparecem em nome de 1.082 empresas diferentes, e 98,3% delas têm uma única empresa dona. A maior tem só 1,7% da potência eólica, e as dez maiores somam 6,2%.1
Na prática, grandes grupos. Por trás dessas empresas estão grupos grandes, brasileiros e estrangeiros, que juntam dezenas de parques vizinhos num só conjunto. Segundo levantamento da eixos, com dados de 2023, os maiores conjuntos eram Lagoa dos Ventos, no Piauí, da Enel Green Power (716,5 megawatts); Campo Largo, na Bahia, da Engie (687,9); Chuí, no Rio Grande do Sul, da Omega (582,8); Oitis, entre o Piauí e a Bahia, da Neoenergia (517); e Rio do Vento, no Rio Grande do Norte, da Casa dos Ventos com sócios (504).37 O cadastro não traz o grupo dono de cada usina, por isso esta página não calcula a parte de cada grupo.
Os pequenos. Usinas pequenas são raras: só 40 eólicas em operação têm menos de 5 megawatts, e somam 120,5 megawatts, 0,3% do total.1 Na geração distribuída, são 87 sistemas.25
Os donos da terra. Quase sempre, o parque não compra a terra: ele aluga, com um contrato de arrendamento. Uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba analisou 50 contratos com pequenos proprietários do Nordeste. Eles recebem de R$ 1 a R$ 12 por hectare durante a obra e de 1% a 2% da energia produzida depois que as turbinas começam a girar. Os contratos em geral não preveem um medidor, e o dono da terra depende da conta feita pela empresa.38
Onde ficam os parques
Os ventos são fortes no Sul e, principalmente, no Nordeste.4 Em média, sopram a 8,5 metros por segundo no Nordeste e a 7 no Rio Grande do Sul, com direção bem estável.39
Em outubro de 2026, havia eólicas em operação em 150 municípios de 14 estados.1 Os estados com mais potência eram a Bahia (11.832 megawatts), o Rio Grande do Norte (10.726) e o Piauí (4.396).1 O fator de capacidade mostra quanto uma usina produz de fato, comparado ao máximo possível. Em 2025, ele passou de 41% no Maranhão (49,8%), no Piauí, em Pernambuco e na Paraíba; no Ceará, foi de 29,1%.40
A animação abaixo mostra, no mapa, onde os parques eólicos foram aparecendo de 2006 a 2026: em verde, os do Nordeste; em azul, os do resto do país. Ela começa sozinha quando aparece na tela; depois, é só apertar o botão ou arrastar a barra até o ano que quiser. Os parques contam a partir do ano em que começaram a operar.1 Logo depois da animação, o gráfico mostra quanto o país somava em cada ano.
O Brasil se enchendo de turbinas
parques no Nordesteparques em outras regiõescírculo maior = mais potência
2026
–no Nordeste
–no resto do país
–total
Potência das eólicas hoje em operação, somada pelo ano em que começaram a operar; 2026: até outubro. As que começaram antes de 2006 aparecem em 2006. Pontos: parques agrupados em áreas de cerca de 75 km. Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008); a divisão entre regiões usa o estado de cada usina. Contorno dos estados: IBGE (fonte 134).
O mapa mostra onde estão as eólicas em outubro de 2026. Cada círculo verde é uma usina em operação, no ponto informado pelo cadastro da ANEEL, e é maior quanto mais potência ela tem. Os círculos amarelos são usinas em construção.1 Clique num ponto para ver os detalhes.
O mapa de hoje
Mapa interativo, outubro de 2026. Círculos verdes: usinas em operação; círculos amarelos com borda: usinas em construção. Clique num ponto para ver os detalhes. Fonte: ANEEL, SIGA (fonte 008).
O Brasil e o mundo
O mundo instalou 165 gigawatts de eólicas em 2025, um recorde, e chegou a 1.299 gigawatts, segundo o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), que reúne as empresas do setor. A China instalou sozinha 120,5 gigawatts.41
O Brasil foi o 5º país que mais instalou eólicas em 2025, com 2,3 gigawatts, e é o 5º com mais eólica instalada no total, com 36,0 gigawatts. A América Latina foi a única região do mundo onde a instalação caiu; no Brasil, segundo o GWEC, por causa da demanda fraca por energia e dos cortes de geração.41 Em 2012, o Brasil era o 15º do mundo, segundo a associação das eólicas.42
A eólica também dá emprego. A IRENA, a agência internacional de energia renovável, estimou cerca de 62.300 empregos na eólica brasileira em 2024, menos que os 80.300 de 2023.43
O que é feito aqui e o que vem de fora
A regra do BNDES. Para financiar um parque, o BNDES exige que o fabricante faça no Brasil pelo menos três de quatro etapas: torres com pelo menos 70% de chapas de aço nacionais (ou de concreto armado brasileiro), pás, montagem da nacele e montagem do cubo ou fabricação do gerador.7 As fábricas se instalaram perto dos parques, no Nordeste e no Rio Grande do Sul, por causa do transporte.44
O que é difícil fazer aqui. Algumas peças de alta tecnologia são difíceis de produzir no Brasil: os grandes rolamentos, os sistemas de controle, os sensores, os anemômetros e os ímãs permanentes. Matérias-primas como a resina epóxi e o tecido de fibra de vidro também encarecem as pás nacionais.4510
Quem fabrica. Em 2025, na América Latina, a dinamarquesa Vestas ficou com 44,3% do mercado de turbinas, a chinesa Goldwind com 26,2%, a alemã Nordex com 16,1% e a também alemã Enercon com 9,7%. A brasileira WEG ficou com 1,3%.46 Só no Brasil, a Goldwind instalou 74 turbinas, com 445 megawatts.46
A crise das fábricas. Com menos parques novos, a cadeia encolheu. A GE suspendeu a fabricação de turbinas no Brasil em 2022, e a Siemens Gamesa parou sua fábrica na Bahia em 2023.20 Em fevereiro de 2025, a LM, fábrica de pás da GE Vernova, anunciou o fechamento da unidade de Suape, em Pernambuco, com cerca de 1.000 empregos.20 A Aeris, fabricante brasileira de pás no Ceará, cortou cerca de 5 mil vagas entre 2024 e 2025, e a Vestas demitiu 41 pessoas na fábrica de Aquiraz (CE) em outubro de 2025. Para o sindicato dos metalúrgicos do Ceará, a chegada da fabricante chinesa de pás Sinoma ao Brasil também pesou.27
Cortes de geração
Imagine uma estrada que lota em certas horas. Às vezes há mais energia disponível do que o país consegue usar ou do que os fios conseguem levar. Quando isso acontece, alguém precisa produzir menos, e quem decide é o ONS, que manda usinas eólicas e solares reduzirem a produção. Isso se chama corte de geração, ou curtailment.4748
Em 2025, a energia eólica que deixou de ser gerada por cortes foi de cerca de 25 terawatts-hora, ou 18,3% de tudo o que as usinas acompanhadas pelo ONS poderiam ter gerado no ano. Pouco mais da metade (51,2%) foi por sobra de energia; 35,4% por segurança da rede e 13,4% por limites externos às usinas, como falta de linhas de transmissão.3 Quase todos os cortes (98,8%) foram no Nordeste. O Rio Grande do Norte teve 41,4% de toda a energia eólica cortada no país, e a Bahia, 34,0%.3 Na análise de 2023 e 2024, o ONS viu picos de cortes na safra dos ventos, de julho a setembro.47 Em 2025, o mês com mais cortes foi outubro, com 29,0%.3
Quem perde. Energia cortada é energia que a usina não vende. A associação das eólicas estima as perdas do setor com cortes em cerca de R$ 7,8 bilhões entre setembro de 2023 e novembro de 2025; R$ 3,5 bilhões disso vieram de cortes por sobra de energia, que não têm compensação.49 Uma consultoria estimou a perda das eólicas e solares em 2025 em cerca de R$ 6 bilhões.33
A compensação. A lei de 2025 deu às eólicas e solares direito a ser compensadas pelos cortes ligados à rede e à segurança, desde setembro de 2023, se desistirem de processos na Justiça. Os cortes por sobra de energia ficaram de fora.2223 O pagamento sai de um encargo cobrado na conta de luz de todos os consumidores, o ESS.22 Em janeiro de 2026, a ANEEL suspendeu por 90 dias os ressarcimentos, até regulamentar a nova lei.50 Em setembro de 2026, a Justiça Federal negou um pedido das associações das eólicas e das solares contra as regras da ANEEL; ainda cabe recurso.33
O vento de cada mês
O vento não sopra igual o ano todo, nem o dia todo. Em 2025, as eólicas acompanhadas pelo ONS produziram 23,0% do máximo possível em janeiro e 48,9% em setembro.40 No Brasil, venta mais no segundo semestre, justamente quando chove menos nas bacias das hidrelétricas. Por isso a eólica ajuda a compensar a época seca dos rios.11
O desenho abaixo usa a média de cada hora, em cada mês de 2025. Escolha o mês para ver como o vento do Nordeste muda ao longo do dia, comparado com o consumo da região.2
O vento do Nordeste, hora a hora
–vento mais forte do dia (mil MW)
–consumo médio do Nordeste (mil MW)
–horas em que o vento passa do consumo
Média de cada hora em cada mês de 2025, no subsistema Nordeste. Fonte: ONS, balanço de energia nos subsistemas (fonte 009), cálculo do Mundo Energia Brasil. A área amarela é a energia do vento que passa do consumo da região e segue pelas linhas para outras regiões.
Em setembro, o vento do Nordeste ia de cerca de 7 mil megawatts ao meio-dia a 21 mil megawatts às 23h, e passava do consumo da região em 17 das 24 horas. A sobra viajava pelas linhas de transmissão para outras regiões. Em janeiro, o vento não chegava a 9 mil megawatts em nenhuma hora e nunca passava do consumo.2
Quem paga a conta
O Proinfa. O custo da energia comprada pelo Proinfa, que inclui eólicas, é dividido entre todos os consumidores da rede nacional, na proporção do consumo. Ficam de fora só as famílias com Tarifa Social.15
O desconto nos fios. Quando uma eólica paga menos pelo uso dos fios, ou quando uma empresa compra energia dela e também ganha desconto, a diferença não some: ela é paga pela CDE, um fundo que vem quase todo das contas de luz.1951 Em 2025, a CDE gastou R$ 15,3 bilhões com esses descontos, somando todas as fontes incentivadas (eólica, solar, biomassa e pequenas hidrelétricas); em 2026, ano que ainda não terminou, eram R$ 18,1 bilhões (valores de cada ano). A maior parte é o desconto dado a quem compra a energia.51 A página Tarifa explica a CDE.
Os cortes. A compensação pelos cortes ligados à rede também sai da conta de luz de todos, pelo encargo ESS.22
O preço. Nos leilões, a disputa entre os parques derrubou o preço da energia eólica de R$ 148 por megawatt-hora em 2009 para R$ 88 a R$ 101 entre 2011 e 2012 e entre 2017 e 2019, em valores de cada ano. Nos leilões de 2021 e 2022, com bem menos potência vendida, o preço subiu para R$ 151 e R$ 178.18
Mitos e dúvidas comuns
"A eólica mata muitas aves?" Os estudos citados pela UNECE acham de 0 a 9,33 aves mortas por turbina por ano, com muita variação. Num estudo de caso, pintar uma das pás de preto reduziu essa mortalidade em cerca de 70%.8
"Um parque eólico deixa a cidade rica?" Os estudos não concordam. Um trabalho da Universidade Federal do Ceará com a Sudene comparou 355 municípios e encontrou PIB por pessoa 20% maior onde há parques.52 Uma pesquisadora da UFRN que estuda o tema há mais de dez anos diz que nenhum dos 41 municípios eólicos do Rio Grande do Norte mudou muito de situação econômica, e que o maior efeito foi durante a obra.38
"Já existe eólica no mar no Brasil?" Ainda não. Até fevereiro de 2026, nenhum projeto no mar tinha licença do Ibama.12 Veja Os jeitos de usar o vento.
O futuro em números
O plano da EPE prevê 14,5 gigawatts de novas eólicas até 2035, no Nordeste: 887 megawatts já contratados e 13,6 gigawatts indicativos, que ainda dependem de contratação. O plano considerou a eólica no mar, mas ela não entrou na expansão até 2035, por ainda não ser vantajosa.53
Em outubro de 2026, a ANEEL registrava 61 eólicas em construção, com 1.988 megawatts, e 350 com obras ainda não iniciadas, com 14.334 megawatts.1 Só em 2025, segundo a associação do setor solar, cerca de 509 autorizações de usinas solares e eólicas, com 22 gigawatts, foram canceladas.49
Outro desafio é trocar as turbinas antigas. Os primeiros parques grandes chegam a 20 anos em 2026, e o mercado discute trocar máquinas velhas por novas, a repotenciação, e desmontar o que não servir.17
Outros impactos
Parque eólico Alto Sertão, na Bahia: as turbinas ficam espalhadas, e a terra entre elas continua com vegetação. Foto: André Koehne, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
Aves e morcegos. As aves podem bater nas pás, e por isso é preciso cuidado na escolha do local.4 Os estudos citados pela UNECE acham de 0 a 42,7 morcegos mortos por turbina por ano, com muita variação.8
Barulho e saúde. O barulho das turbinas pode incomodar e atrapalhar o sono.8 Uma pesquisa da Fiocruz e da Universidade de Pernambuco entrevistou 105 moradores de áreas rurais perto de parques, como em Caetés (PE): 66% disseram usar remédio para dormir, 54% relataram perda de audição e 70% disseram querer sair de casa.52 Os números são do que os moradores relataram.
Terra e comunidades. No Nordeste, o plano da EPE aponta interferência na paisagem, conflitos com comunidades locais e retirada de vegetação nativa entre os temas da expansão eólica.54 Entidades ligadas a agricultores relatam turbinas a 110 metros de casas e contratos de arrendamento que podem durar décadas.36
Materiais. A eólica usa muito aço e concreto, e o gerador usa cobre.8 Alguns geradores usam ímãs com terras raras, como neodímio e disprósio.9
Fim de vida. De 85% a 90% do peso de uma turbina pode ser reciclado, segundo associações europeias da eólica, da química e dos materiais compostos.55 Torre, fundação, caixa de engrenagens e gerador são fáceis de reciclar; as pás, de fibra de vidro com plástico, são a parte mais difícil.56
Terra entre as torres. As turbinas ficam espalhadas, e a terra entre elas pode continuar sendo usada, por exemplo, para a agricultura.57
Fontes e método
Ver como os números foram calculados
As informações desta página vêm de dados abertos da ANEEL e do ONS, de relatório do ONS sobre cortes de geração, de leis, das fichas de tramitação no Senado, do Balanço Energético Nacional e do Plano Decenal da EPE, da página da EPE sobre fontes de energia, de um artigo da Revista do BNDES, da UNECE, da IRENA, de documentos da ABEEólica e do GWEC (dados de associações, marcados no texto) e de reportagens identificadas nas notas.
Como os números foram calculados. Usinas, estados, municípios e donos: cadastro SIGA da ANEEL de outubro de 2026, usinas em operação; a parte de cada empresa é a potência da usina multiplicada pela sua participação. O vento de cada mês: média, para cada hora e cada mês de 2025, do balanço de energia do ONS no subsistema Nordeste (que vai da Bahia ao Piauí; o Maranhão fica no subsistema Norte). Cortes: soma, nos períodos com restrição, da diferença entre a geração de referência e a verificada, dividida pela geração de referência do ano; o campo de geração não realizada do ONS dá um total parecido (26,2 terawatts-hora). Leilões: soma da potência das eólicas vendidas em cada leilão de geração, de 2005 a 2025; o preço médio é ponderado pela garantia física. CDE: itens "Subsídio Geração Fonte Incentivada", "Subsídio Consumidor Fonte Incentivada" e "Subsídio Fonte Incentivada (Transmissoras)", que juntam todas as fontes incentivadas; 2026 ainda não terminou. Geração distribuída: cadastro da ANEEL de outubro de 2026, só as colunas de fonte, estado e potência.
O mapa. Cada usina está no ponto informado pelo SIGA, pelo ano de entrada em operação. Algumas usinas antigas têm data de 1900 no cadastro e aparecem em 2006. Duas usinas sem coordenadas ficam fora do mapa.
Onde os números diferem. Quanto a eólica cresceu em 2025 depende de como se conta: o BEN registra 5,2 gigawatts a mais de potência; a ABEEólica e o GWEC, 2,3 gigawatts em parques novos; e as usinas hoje em operação que entraram em operação em 2025, pelo cadastro da ANEEL, somam 1,9 gigawatt. A ABEEólica conta 1.161 parques e 12 estados, somando os parques em teste; a ANEEL, 1.138 usinas em operação em 14 estados. Para a usina de Taíba, o cadastro da ANEEL dá dezembro de 1998, e o artigo do BNDES, 1999.
O que ainda falta. O grupo dono de cada usina (só os conjuntos citados foram identificados, por reportagem), quanto do valor de um aerogerador é feito no Brasil e quanto cada dono de terra recebe em média. Os números de prejuízo com cortes são estimativas de associações e consultorias.
Notas
Ver as 57 notas, com a fonte de cada número
ANEEL, SIGA, dados abertos, cálculo sobre os dados de outubro de 2026 (fonte 008). ↩
ONS, dados abertos, balanço de energia nos subsistemas, 2025, base horária, cálculo sobre os dados (fonte 009). ↩
ONS, dados abertos, constrained-off de usinas eólicas, 2025, cálculo sobre os dados (fonte 062). ↩
EPE, página Fontes de energia, seção Energia eólica (fonte 057). ↩
Gouvêa e Silva, "Desenvolvimento do setor eólico no Brasil", Revista do BNDES, v. 25, n. 49, junho de 2018, p. 89 (fonte 089). ↩
UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 34 (fonte 059). ↩
Gouvêa e Silva, Revista do BNDES, 2018, p. 91 (fonte 089). ↩
UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 37 (fonte 059). ↩
EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 458 (fonte 002). ↩
Gouvêa e Silva, Revista do BNDES, 2018, p. 91 e 97 (fonte 089). ↩
EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 99 e 100 (fonte 002). ↩
ABEEólica, Infovento Offshore nº 7, junho de 2026, com dados do Ibama de processos abertos até 27 de fevereiro de 2026 (fonte 090). ↩
Olhar Digital, "A maior turbina eólica das Américas está na Bahia", 19 de setembro de 2025 (fonte 186). ↩
Gouvêa e Silva, Revista do BNDES, 2018, p. 84 (fonte 089). ↩
Lei nº 10.438/2002, art. 3º, I, a e c (fonte 048). ↩
Gouvêa e Silva, Revista do BNDES, 2018, p. 85 e 86 (fonte 089). ↩
Darlan Santos (Cerne), "Vinte anos de Proinfa: o amanhecer do descomissionamento e a segunda vida da energia eólica no Brasil", eixos, 10 de julho de 2026 (fonte 187). ↩
ANEEL, dados abertos, resultado de leilões de geração, 2005 a 2025, cálculo sobre os dados (fonte 040). ↩
Lei nº 9.427/1996, art. 26, § 1º e § 1º-C, este com a redação da Lei nº 14.120/2021 (fonte 031). ↩
IstoÉ Dinheiro, "GE Vernova fecha fábrica em Pernambuco e desligará 1.000 funcionários", 11 de fevereiro de 2025 (fonte 173). ↩
Agência Senado, "Lei sancionada cria regras para geração de energia em alto-mar", 14 de janeiro de 2025 (fonte 175). ↩
Poder360, "Senado aprova MP da reforma do setor elétrico", 30 de outubro de 2025 (fonte 178). ↩
Lei nº 10.848/2004, art. 1º-B, incluído pela Lei nº 15.269/2025 (fonte 005). ↩
Agência iNFRA, "Decreto das eólicas offshore avança no MME; leilão deve ficar para 2027", 7 de julho de 2026 (fonte 179). ↩
ANEEL, micro e minigeração distribuída, dados abertos, cálculo sobre os dados de outubro de 2026 (fonte 065). ↩
Lei nº 15.097/2025, art. 1º, 2º e 5º (fonte 064). ↩
Diário do Nordeste, "Vestas reduz produção no Ceará e demite funcionários em meio à crise do setor eólico", 11 de outubro de 2025 (fonte 174). ↩
ABEEólica, Relatório Anual 2024, p. 3, 5, 7 a 9, 11 a 15 (dado de associação) (fonte 1314). ↩
Movimento Econômico, "Justiça nega ressarcimento por cortes que tiraram R$ 6 bi de eólicas e solares", 14 de setembro de 2026 (fonte 180). ↩
Cenário Energia, "CERNE se reestrutura para impulsionar energia renovável no Rio Grande do Norte", 5 de fevereiro de 2025 (fonte 1315). ↩
Cenário Energia, "Crise na energia eólica do Ceará: setor cobra política de Estado para retomar competitividade", 25 de fevereiro de 2025 (fonte 1316). ↩
CUT, "Eólicas: instituição da Arquidiocese de Natal alerta para perda da posse da terra", 21 de outubro de 2024 (fonte 183). ↩
eixos, "Os 10 maiores parques eólicos do Brasil", com dados de maio de 2023, atualizada em 26 de janeiro de 2026 (fonte 185). ↩
Movimento Econômico, "O impacto das eólicas foi desigual para os nordestinos do semiárido", 30 de julho de 2024 (fonte 182). ↩
Gouvêa e Silva, Revista do BNDES, 2018, p. 83 (fonte 089). ↩
ONS, dados abertos, fator de capacidade de geração eólica e solar, 2025, cálculo sobre os dados (fonte 061). ↩
GWEC, comunicado de lançamento do Global Wind Report 2026, Madri, 20 de abril de 2026 (fonte 171). ↩
ABEEólica, Infovento nº 39, 10 de março de 2026 (fonte 170). ↩
IRENA e OIT, Renewable Energy and Jobs: Annual Review 2025, janeiro de 2026, p. 38 (fonte 129). ↩
Gouvêa e Silva, Revista do BNDES, 2018, p. 92 (fonte 089). ↩
Gouvêa e Silva, Revista do BNDES, 2018, p. 96 (fonte 089). ↩
Energía Estratégica, "Informe GWEC: Latinoamérica instaló 60% menos turbinas eólicas en 2025, con Vestas, Goldwind y Nordex liderando ventas", 4 de junho de 2026, com dados do GWEC Market Intelligence (fonte 172). ↩
ONS, RT DGL 0189/2025, p. 5, 12 e 13 (fonte 010). ↩
ONS, dicionário de dados de constrained-off de usinas eólicas, p. 4 (fonte 062). ↩
O POVO, "Mais de 95% dos cortes de energia ocorrem no Nordeste, afirma Abeeólica", 8 de abril de 2026 (fonte 181). ↩
Cenário Energia, "ANEEL suspende ressarcimento de curtailment por 90 dias e aguarda nova regulamentação", 20 de janeiro de 2026 (fonte 132). ↩
ANEEL, dados abertos, CDE: custeio dos benefícios tarifários, itens de fonte incentivada, cálculo sobre os dados (fonte 046). ↩
Monitor Mercantil, "Parques eólicos aumentam renda no NE, mas saúde é afetada", 22 de janeiro de 2025, sobre estudos da UFC com a Sudene e da Fiocruz Pernambuco com a UPE (fonte 184). ↩
EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 159 e 403 (fonte 002). ↩
EPE, Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, p. 403 (fonte 002). ↩
NS Energy, sobre o relatório "Accelerating Wind Turbine Blade Circularity", de WindEurope, Cefic e EuCIA, 27 de maio de 2020 (fonte 189). ↩
UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, Box 3, p. 42 (fonte 059). ↩
UNECE, Integrated Life Cycle Assessment 2022, p. 36 (fonte 059). ↩